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YAMÊ ARAM

sábado, 1 de julho de 2017

A APARIÇÃO DE XAPANÃ E NANÃ III

Depois que aprontei meu paneirinho, desci até o porto, para responder à voz que me chamava das águas negras do Paraná do Moura. Descendo o caminho do porto, rumo à ponte onde ficava ancorado o barco Atalaia, joguei algumas flores para a mãe do caminho enlavasse todos que pudessem me ver a patir daquele momento. Já estavam dando quase onze horas, e todos se preparavam para almoçar, o que era um perigo pois poderiam dar falta de mim. Mas, eu precisava fazer aquilo naquele dia.

Quando cheguei em cima da ponte, olhei para o fundo do rio, uma imagem turva formou-se dentro d'água, não consegui discernir muito bem, mas como a voz soava com paz, decidi ouvir o que queria dizer-me. Era uma voz diferente e nova para mim. Era a primeira vez que alguma voz me chava de dentro do rio. Fiquei feliz por aquilo, e pelo que me disse a voz, que soava como voz de mulher, mas trazia uma força masculina intensa que fazia a água toda de debaixo da ponte tremular, formando pequeninas ondas e em quantidade absurda.

-Tu vai mesmo entrar na mata para invocar aquele espírito, minha filha? Aquele lugar é perigoso para uma filha das águas. Precisarás de proteção de nossa parte. Trouxemos águas sagradas da mãe d'água para ti. Jogue-a sobre tua cabeça quando tiveres entrando na mata. Mas mesmo assim tome muito cuidado com aquele velho e com o guardião do palhau, pois todos estão esperando por ti. Não deixe de olhar para os lados quando estiveres andando de costas, isso te ajudará a memorizar o caminho de volta.

-Estou preocupada com minha família para que não perceba a minha falta. Não quero apanhar quando voltar. Mas também irei de qualquer forma. Tenho que fazer isso, se não, não dormirei direito mais.

-Uma de nós subirá em tua casa, com tua permissão, para fazer tua família não dá por falta de ti. Assim, quando tu voltares estará tudo bem. Mas, lembra-te de mandá-la de volta para as águas, se não, ela vagará pela terra seca dos homens, sem saber que pertence às águas. O nome soará em tua mente quando estiveres atravessando a porteira do quintal da casa. Aí, tu grita três vezes, que ela saberá para onde voltar.

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