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YAMÊ ARAM

sábado, 3 de junho de 2017

O BOTO BRANCO II

Quando terminei de encher todas as vasilhas de água, caminhei lentamente até a ponte do porto para tomar meu banho bem devagar. Não precisava mais olhar para minha mãe para ver que ela estava me olhando fixamente, enquanto fazia tudo bem lentamente para irritá-la. Eu era uma criança bem satânica, e sabia como fazer um adulto perder a  cabeça. Queria que ela ficasse bem irada mesmo, já iria apanhar muito mesmo. Com certeza a surra que ela me daria iria machucar-me bastante, mas não mais do que estar morando ali naquele fim de mundo, e à mercê da maldade e incompreensão de minha família.

Terminei de tomar meu banho. Subi lentamente o caminho do porto até a casa. Fui até meu quarto e troquei de roupa, coloquei uma camisa e uma bermuda de panos finos e leves. Não queria proteger minha pele das pancadas que a açoitariam. Estava disposta a ver quanta raiva minha mãe tinha de mim, e quanto dessa raiva ela teria coragem para demonstrar. Meu irmão chorava muito, e pedia para que eu andasse rápido, ou seja, ele queria logo acabar com aquilo tudo. Queria que me entregasse logo nas mãos pesadas e agressivas de Dona Jojó.

Eu queria mesmo, era que ela ficasse o mais irritada possível, para poder demonstrar a mim quanta raiva havia dentro de seu coração. Meu jeito efeminado, e também não posso deixar de dizer, teimoso, faziam=lhe ficar vermelha de ódio. Todos estavam apreensivos por causa do que sabiam que aconteceria. Eu estava em paz e tranquila, queria mesmo, e não sabia o porquê, era que ela batesse-me com toda raiva que seus olhos estavam emanando. Depois que terminei de fazer tudo, caminhei lentamente em sua direção, olhando fixamente em seus olhos. Agora, era eu que a estava encarando. Dentro do meu coração já havia minha sentença decidida e justa, segundo meu espírito, para puni-la, depois que ela terminasse de me espancar.

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