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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 24 de maio de 2017

SEU OSCAR O FEITICEIRO QUE MORREU 20 VIZES IV

Finalmente chegou o dia da festa de São Francisco das Chagas. Meu coração palpitava como se estivesse querendo pular pela minha boca. Apesar que gostar de festa, queria mesmo era poder achar o caminho para a casa de Seu Oscar. Sabia que ele estava me esperando. Tinha certeza que ele estaria me aguardando aparecer pelo caminho oculto que levava à sua casa. Estava ansiosa demais para vê-lo e para poder conversar sobre tudo o que sabia que em seu coração retumbava sobre nosso encontro quando me deu de presentes os peixes maravilhosos.

Minha mãe, que é evangélica, estava um pouco reticente sobre irmos participar de uma festa que ela considerava pagã e demoníaca. Não a culpava por essa indecisão e julgamento que seu coração sentia sobre a festa que iríamos participar. Ela sempre fora evangélica desde muito cedo, e não conhecia outro tipo de fé e religião que não fosse a pregada pela Igreja Assembleia de Deus no Brasil. É uma mulher que nunca cortado seu cabelo pois pertence a Deus, e também porque a igreja proíbe às mulheres cortarem seus véus.

Seu Bené ao contrário já era um homem volúvel. Agia e cria em tudo segundo a conveniência de seu coração. Não respeitava a fé de minha mãe, nem mesmo o pastor de sua igreja, para o qual já havia puxado o gatilho de  uma espingarda calibre dezesseis em pleno culto. Não ligava muito para fé, era um caboclo sofrido e experimentado em dor. Cria somente na força de seus braços, na lâmina de seu terçado, e no poder de fogo de sua espingarda. Não tinha medo nem temor de nada. Era destemido e corajoso, embora, eu o achasse mais violento do que forte.

A Solange já estava muito empolgada para que fôssemos à festa. Iríamos dançar e comer a vontade. Também estava louca e ansiosa para encontrar um jovem rapaz pelo qual estava apaixonada. E, estava fazendo todas as forças para que fôssemos curtir a festa que duraria três dias. Casa para dormirmos não faltaria. Éramos novos naquela região, e todos estavam curiosos para nos conhecer, e também para saber se éramos todos evangélicos ou não. Lógico, que eu era a que mais queria que eles soubessem que eu não era nem seria, e que era como eles, cabocla da mata e da feitiçaria.

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