BOAS VINDAS!

Obrigada por visitar meu blog! Espero que tenha gostado! Dúvidas e comentários serão respondidos com atenção. Para ler todos os posts de uma história, é só clicar nos marcadores!



YAMÊ ARAM

terça-feira, 2 de maio de 2017

FAZENDO PIRACUÍ DE BODÓ V

Enquanto os homens foram pescar os bodós para fazermos o piracuí,  ficamos eu e Renóca, responsáveis por caçar galegas, uma espécie de bombo selvagem que tem em grande quantidade no Amazonas, e que é uma delícia fazer-se sopas com elas. Não são muito grandes, mas em grande quantidade dá para se fazer uma sopa bem deliciosa, e nisso, Dona Jojó era fera. Ela só faltava fazer sopa de pedra, e tenho certeza, que se fizesse, ficaria uma delicia!

Todo dia eu e meu irmão colocávamos umas dez arapucas ´para capturarmos a maior quantidade de galegas possível. Nos primeiros dias deu tudo certo, chegamos a pegar umas dez galegas, o que foi uma festa, pois minha mãe iria preparar um tacho enorme só de sopa de galega. Era assim, que passávamos o tempo de cheia, driblando a fome com tudo que a natureza nos dava para comermos. Nem sempre ela era generosa, mas algumasvezes, tínhamos a sua graça a nosso favor, e podíamos contar com muitos animais para comermos.

A pesca se resumia à pesca com linha comprida, ou seja, era necessário pescar mais no fundo do rio, e o mais longe que se pudesse jogar a isca com o anzol. Pois somente os peixes grandes ficavam rondando rio a fora, porque os peixes pequenos entram todos para o fundo das cabeceiras e não há como irmos pescá-los por causa do muro de capim titica que protegia e tornava impossível a passagem de uma gota de chuva que fosse.

No quarto dia, uma pata selvagem apareceu sozinha e fora de temporada nadando no meio do rio. Eu e meu irmão dissemos que íamos pegá-la. Mas minha mãe disse que era besteira pois pato selvagem voa muito. Mas de alguma forma eu sabia dentro de mim que conseguiríamos pegá-la. Animei o Renóca para irmos atrás dela com o casco, para minha surpresa, ele animou-se rapidamente mas sob a condição de que eu é que iria matá-la. Como já estava me acostumando a tirar a vida de animais para comer, não importei-me com a responsabilidade dada-me por meu irmão. Estava com fome, e não seria mais difícil matar aquela pata, do que foi matar aquele jacaré tinga enorme que o Seu Bené me obrigou a fazer um dia.

Google+ Badge

Google+ Followers

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Seguidores

Follow by Email

Google+ Followers