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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 18 de maio de 2017

ARARUNA NEGRA

Seu Bené havia terminado de derrubar a mata onde seria feito o roçado, tempo suficiente para secar todas árvores, e teria agora que queimá-la, e como nunca havíamos visto uma queima de um roçado, ele queria que víssemos como se queimava uma mata para abrir lugar para o plantio da mandioca, e outras plantas que nos sustentariam enquanto morássemos naquele interior longínquo das cidades de Parintins e Barreirinha, principalmente no período da cheia, que é quando os rios estão cheios e fica escasso de peixe, e têm-se necessidade de outros alimentos para não morrer de fome, e por isso, levou-nos para que participássemos da queimada do nosso primeiro roçado.

Quando chegamos na Cabeceira Grande onde morava Dona Binhí, paramos um pouco em sua casa para a cumprimentá-la pois era a Dona daquela cabeceira, e guardiã de seus segredos e espíritos que moravam nas suas entranhas, porque toda grande cabeceira é guardada pela feitiçaria cabocla da mata, e isso é muito perigoso e mortal para quem não sabe como encantar e dominar a força espiritual da mata e dos rios da Amazônia, e para adentrarmos aquela cabeceira, precisávamos pedir sua permissão, isso segundo seu Bené, porque segundo eu, deveríamos era pedir sua bênção, para não sermos tragados pelas entranhas daquela cabeceira, guardada ela mais poderosa feiticeira que havia naquela região.

 Seu Bené sabia que era necessário encostar no porto da casa daquela feiticeira que vigiava a sua Cabeceira Grande, sentada num toco de tucumãzeiro que ficava debaixo de duas Castanheiras do Pará, e pedir-lhe permissão para continuar a viagem rumo ao roçado que seria queimado naquele dia. Meu coração palpitava o tempo todo, de medo e de curiosidade também. Sempre gostei muito de fogo e de brincar com ele. Mas, vê-lo destruindo um pedaço da mata, já me fazia imaginar uma grande desgraça vindo a cavalo em nossa direção. O quê eu não estava imaginando, era o que nos esperava no fundo da cabeceira.








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