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YAMÊ ARAM

sábado, 22 de abril de 2017

SEU RAIMUNDO DE PEDRAS IV

-Olha, curumim! Tu ainda não viste nada dessas coisas, somente foi mostrado o início de uma grandiosidade perigosa para tolos. Não vou medir palavras para falar contigo. Não sei como isso tudo resolveu se mostrar para ti. É realmente impressionante. Essas coisas geralmente se escondem e são poucos que conseguem ver. Por isso, sem medo eu vou lhe contar essa história que nunca contei a ninguém, e que me corrói por dentro à todo momento que tenho qualquer lembrança do meu passado. Essa história é a dor da minha vida. Algo do qual me arrependo muito.

-Sua voz trêmula e triste me chamou a atenção e me fez olhar dentro dos seus olhos, e as suas lágrimas já estavam lavando-lhe o queixo moreno, um pouco pontiagudo, um queixo de um típico caboclo, daqueles que carregam segredos doloridos por várias encarnações se preciso for. Daqueles que não desejam a morte mesmo que a mereçam. Eu conhecia aquele olhar. Já o tinha visto em vários outros espíritos humanos encarnados que já tinha olhado no profundo dos seus olhos.

-Todo feiticeiro de verdade é nascido, criado e ensinado  pela própria natureza através de seu próprio dom. Mas muita vezes nos sentimos cansados e nos deixamos ludibriar pela dor e fadiga da vida terrena, e perdemos a capacidade de discernir as coisas, e cometemos muitas dessas vezes, erros imperdoáveis, como esse que cometi. Meus filhos eram lindos e sadios. Eram sábios e muito curiosos. Eu adorava lhes contar histórias, principalmente as que envolviam a feitiçaria ou aparições de visagens.

-Toquei-lhe suavemente suas mãos enrugadas e queimadas do sol. E aconteceu que nossos olhos conversaram com nossas bocas caladas. Algumas pessoas passavam e olhavam-nos de canto de olho. Detesto esse tipo de olhar. Gosto de quem olha no olho, e Seu Raimundo de Pedras tinha o mais profundo olhar e mais sofrido que meus olhos conseguiram ver durante todo esse tempo de vida. Por isso também, levei mais tempo para escrever sobre ele. Pois foi ele que mudou minha fé e mostrou-me toda a grandiosidade da feitiçaria cabocla, e que é  maior que feitiçaria indígena, pois tem desta e da Africana.

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