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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O VELHO DA MATA IV

Não fui nem com a Solange nem peguei o barco rumo à Terra Preta, decidi ir sozinha pela estrada que ia direto de Barreirinha até o Paraná do Moura, uma caminha de uns vinte quilômetros de uma estrada de piçarra, daquelas bem laranjada, e que levanta muita poeira com o vento forte que sopra sempre sobre aquela região do interior do Amazonas. Mas, o perigo maior era um menino de uns doze anos andando sozinho por uma estrada, na maioria das vezes, vazia. O único morador daquela estrada ficava no meio do caminho, seu Dori, um dos dois homens que possuíam motor serra.

A Solange tentou de todas as formas que eu fosse ela, ela era assim, quando via que poderíamos correr algum perigo, dava o braço a torcer. Eu já era daquelas que nunca dão o braço a torcer, e não me arrependo disso, estava segura que era por aquela estrada que eu deveria ir. Sentia uma voz forte e poderosa ressoando dentro de meu espírito "...se você não tiver medo, venha por essa estrada, nós estamos lhe esperando. Mas não vá com sua mãe nem pela estrada de Terra Preta!", e isso era o suficiente para ter forças de dizer não à Solange, que neste momento já estava chorando e implorando para que eu fosse com ela.

Meu coração quando blinda-se por alguma decisão, torna-se irredutível, e não há o que me faça mudar de ideia. Minha escolhas sempre foram feitas em cima do espírito, nunca as fiz pensando emocionalmente, mas sim, tomando-as em cima da orientação espiritual que era dado por todos os espíritos, e ali onde estava vivendo, também pela natureza, pois sua voz soava dentro do meu espírito como um trovão. Minha ansiedade era saber porque aquelas vozes queriam que eu fosse pela estrada de Barreirinha.

Caminhamos para o porto do Bodó, que é o porto que fica atrás da cidade de Barreirinha, que dá saída pelo furo do Cupú para o rio Andirá. A parte mais perigosa da viagem era atravessar uma enorme cabeceira que mais parecia um mar de grande que era, e era lá que a tempestade iria pegá-los. Eu estava tranquila quanto a isso, pois eles só sofreriam um susto, digo a Solange e Railton, pois minhas duas irmãs estavam blindadas, os espíritos me garantiram que eu fosse pela estrada que eles estavam me orientando, nada de mal aconteceria com elas nem com os dois adultos.



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