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YAMÊ ARAM

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O MILAGRE DO ANINGAL VII

A segunda onda cobriu-me por completo e seu cume tocou o chão atrás de minhas costas. Nesse momento eu já havia me entregado ao poder das Duas Cobra Grande. Uma parede de água formou-se por cima da minha cabeça. Senti-me dentro de uma onda enorme. Uma escuridão envolvia-me junto com a onda. Não havia reflexo de luz alguma dentro daquela bolha de água que formou-se a cima de mim. Um vento forte e cortante devido a velocidade com que soprava dentro da onda, começou a soprar toda a água que estava abaixo do meu joelho, na altura da minha panturrilha, para cima e o fundo do rio apareceu e secou.

O capim morto que forrava o fundo rio começou ser soprado para cima também. Imaginei que aquela onda desabaria sobre mim e aceitei minha sina. Achei glorioso poder morrer ali depois de ter visto todo aquele poder se manifestar para mim. Se iria morrer ali, pelo menos eu veria tudo aquilo terminar sobre mim, esmagando-me com certeza, pois a onda já chegava a mais de sete metros de altura, isso, entre o fundo do rio e teto de água acima da minha cabeça, não conseguia imaginar a espessura daquela cúpula de água negra que estava ansiosa para esmagar-me.

Um barulho enorme e estrondoso estava soando e fiquei com medo de que alguém acordasse e visse o estava acontecendo comigo. Então, invoquei a um espírito da noite para que adormecesse todos que estavam dentro de casa. Assim, eu ficaria mais livre para poder executar aquela invocação, que eu sabia, não seria fácil. Dona Binhí havia-me prevenido que não seria fácil invocar as duas cobras grandes, porque elas pertenciam à uma encantadora muito poderosa, que mantinha encantado, até mesmo um espírito humano.

Ela disse-me também, que a poderosa encantadora iria relutar em liberar as Duas Cobras Grandes, pois elas não gostam de deixar seus portos de casa desprotegidos. É muito perigo para qualquer que tente se aproximar de sua casa pelo rio, porque sempre acontecem aparições de seus guardiões, ou de algum espírito que ela possua encantado sob seu domínio. Uma feiticeira sempre deixa a guarda de sua casa para os cães ou seu guardião oculto, aquele, que nem ela mesma conhece, mas sabe que ele ronda-lhe a casa quando pede.

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