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YAMÊ ARAM

terça-feira, 25 de abril de 2017

O CANTO DO MATIN IV

Naquele dia pulamos n'água até anoitecer. Aproveitamos tudo e nadamos muito. Brincamos de manja  mergulhando, e foi maravilhoso pois me fez esquecer um pouco o trauma de estar indo morar no meio do nada, como se diz por lá. De certa forma, eu começava a entender enquanto brincávamos, o porquê de estar indo morar ali. Eu era assim, aliás, eu sou assim: Acabo discernindo tudo que está acontecendo comigo e esquecendo o que senti emocionalmente pelo acontecimento. E naquela brincadeira. eu vi que os filhos do Seu Jabuti tinham muito a me ensinar de como viver ali naquela mata selvagem.

A alegria e a simplicidade com as quais aqueles caboclos estavam nos recebendo em sua casa estava inundando meu espírito de um gozo inesperado, que de certa forma, apaziguava meu coração. Eles pareciam ter combinado que que os adultos ficariam na casa conversando, e nós ficaríamos com os filhos deles nos divertindo pulando n'água, correndo pelo quintal, explorando o campo. Depois voltamos novamente para pularmos n'água no outro porto da casa, que tinha uma pequena praia, mais possuía umas árvores enormes das quais fizemos nossos primeiros salto ornamentais à moda cabocla.

Quando subimos para casa por volta de umas seis horas da tarde, deparei com uma cena bem diferente, Dona Raimunda, esposa de Seu Jaboti, estava no seu fogão à lenha, mexendo um tacho enorme com uma colher de pau de mais de um metro de comprimento, um espécie de creme amarelo e viscoso, com uns bagos brancos meio transparentes. Era mingau de manga com caroço de tapioca e leite. Nunca nem imaginei que isso fosse possível de fazer e comer. Mas, a fama de Dona Raimunda como cozinheira era grande em toda a região do Paraná do Moura e Grande Andirá.

Eu já queria comer naquela hora mesmo. Sempre gostei de experimentar comidas novas. Já havia preparado-me de que não comeria mais as coisas que estava acostumada a comer em Parintins, então, seria bom experimentar de tudo. Até porque, seu Bené aproveitaria qualquer oportunidade para me espancar, e não havia para onde fugir, nem ninguém para me ajudar nessas horas, que eu sabia que iria chegar, e nem minha mãe iria entrar para me defender, e era bom eu evitar provocar sua raiva que seus olhos demonstravam por mim quando olhava-me.




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