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YAMÊ ARAM

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A SOMBRA III

Aquilo foi uma diversão só, para mim. Talvez por isso, sempre achei meio chato brincar com outras crianças, já estava brincando com coisas muito mais interessantes quando tinha um ano. Aí, quando cresci um pouco mais, já não me era mais tão engraçado brincar com os curumins e cuiantães de minha idade, pois preferia brincar com os espíritos, era bem mais divertido e interessante. Além disso, aprendia muito com eles, e brincando, o que não é para qualquer espírito.

Joguei novamente meu elefante azul, e a sombra imediatamente o pegou para mim e o trouxe até minha mão. Fiquei dias fazendo a mesma coisa, e a sombra já não demorava mais para aparecer, era só me colocarem dentro do meu paneirão preferido, que ela já aparecia instantaneamente, assim que a pessoa virava de costas. Mas no início, ela demorava o tempo que fosse preciso, até a pessoa sumir para dentro da cozinha de casa, o que demorava mais ou menos um minuto, para aparecer com suas duas mãos agarrada na beirada do meu paneirão -Se que é que posso chamar aquilo de mãos.

A cada dia eu adquiria mais forças nos meus braços e conseguia aos poucos jogar meu elefante azul cada vez mais longe. A sombra que já estava conversando comigo, ria-se de mim, quando dava gritos de alegria por ter conseguido jogar meu brinquedo longe o suficiente para vê-la flutuando sobre o chão de areia e massapé, a vezes com tanta velocidade, que chegava levantar poeira da  terra, e eu ria muito e dava gritos escandalosos, que chegavam a fazer com que a Solange ou outra pessoa, viessem ver o que estava fazendo-me rir tanto.

Assim que eles  chegavam à porta da cozinha que dava vista para o quintal onde ficavam meu paneirão e eu debaixo do pé de abacateiro, a Sombra sumia, e eles só me viam começar a choramingar  para que a sombra voltasse, embora a pudesse sentir por perto, gostava mesmo era de vê-la brincar comigo. Mas ela esperava até que as pessoas fossem embora, e aparecia na beirada do meu paneirão, e eu dava gritos de alegria e já levantava, pegava meu elefante e o jogava ainda mais longe.

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