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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A LUA NEGRA DOS ÍNDIOS VERMELHOS X

As raízes dos troncos antigos das árvores ancestrais não responderam ao chamado do pajé, e toda a aldeia dos índios vermelhos estremeceu. Estavam agora desprotegidos e a mercê do poder da Lua Negra que se aproximava, e que com certeza iria purificar todos os espíritos daquela aldeia, e muitas mortes assolariam e derramariam pranto e desespero. Mas não havia mais nada a se fazer, já que o feiticeiro daquela aldeia, o espírito mais poderoso que já havia existido, não tinha conseguido fazer soar a voz dos antigos espíritos.

Abaçaí começou seu ritual de invocação à Xapanã, e todos os pássaros noturnos e animais que viviam nos galhos das árvores se calaram ao som do canto da feiticeira negra ecoando por aquela mata. Ela sabia que sua feitiçaria iria mostrar-lhe o porquê de sua magia ser diferente de tudo dentro da crença de sua tribo. Ela havia sido crucificada por toda sua vida porque matou sua mãe no parto, porque saiu com um pedaço do útero de sua mãe agarrado em sua mão esquerda, e isso foi tido como sinal de sua maldade pelo pajé.

Desde então, Abaçaí foi criada fora da tribo, e nunca pode participar nenhuma atividade com seu povo. Sempre fora obrigada a assistir as festividades de longe, tão longe que nem as grandes fogueiras conseguiam iluminar sua face. As suas únicas companhia era seu dom e a natureza, que lhe ensinou muitos segredos e sabedorias, que nem mesmo os mais antigos conheciam. Ela era realmente poderosa, e nunca fez soar sua voz dentro da aldeia, ou na frente de qualquer índio que existisse.

Mas Abaçaí possuía  um dom misterioso que mesmo o pajé não ousou brigar com ela quando entrou uma vez na aldeia para curar a cacique, que segundo o pajé, o grande feiticeiro, iria morrer e não havia nada que pudesse ser feito para curá-lo, e ela entrou, e o curou de seu mal sem dizer nenhuma palavra a ninguém. Somente entrou e saiu de cabeça baixa, mas por dentro sorria-se de todos, pois sabia que havia plantado medo e respeito do coração de sua tribo.

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