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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 29 de março de 2017

O VELHO DA MATA III

Eu estava louca de ansiedade para chegar ao Paraná do Moura, queria muito experimentar e fazer o que Seu Raimundo de Pedras havia me ensinado. Nossa conversa naquela tarde havia sido divina, eu estava completamente inundada pelas palavras daquele caboclo, que por muita sorte, o conheci andando pela cidade sem rumo algum. Sempre faço isso, caminho sem rumo e sem ver para onde estou indo, gosto da surpresa que tenho quando vejo onde cheguei. Sou assim mesmo, louca. Faço coisas que assustam as pessoas e as fazem julgar-me como doida.

 Seu Raimundo de Pedras tinha me dado todas as informações a respeito de como achar esse caminho, que segundo ele, era o caminho para encontrar um espírito que vivia nas entranhas mais profundas e ocultas da mata. Um espírito que possuía um conhecimento antigo e muito poderoso, e que vivia numa mata, que caminho nenhum podia chegar em sua casa, somente o caminho que ele havia falado-me que existia, é que poderia me fazer chegar até à casa desse espírito, porque sua casa e ele viviam muito longe do sol e da lua.

Como sou extremamente ansiosa e curiosa, não queria nem esperar minha mãe vir me buscar, e queria ir sozinha pela estrada que ligava a cidade Barreirinha à comunidade de Santa Luzia do Moura e à comunidade de São Francisco de Chagas, uns vinte quilômetros de distância, que segundo meu próprio espírito, eu deveria percorrer sozinha, pois assim, poderia pensar e refletir mais profundamente sobre todas as coisas que estava prestes a fazer, e poderia também ouvir a natureza falando comigo, através dos passarinhos, dos ventos, das árvores, dos bichos, e também por coisas que ainda não posso falar.

Decidi então, que iria pegar um barco de linha até a comunidade de Terra Preta, que fica localizada na margem direita do Paraná do Limão -Ou seria Paraná do Ramos? -Não estava me contendo dentro de mim mesma, então, tomei um barco rumo à Comunidade de Terra Preta, mesmo arriscando levar uma grande surra de minha mãe, pois ela iria ficar louca comigo quando soubesse que eu não a esperei e ainda iria andar uns dezessete quilômetros sozinha por uma estrada infindável e completamente deserta, e que para piorar, ainda tinha uma visagem que aparecia na encruzilhada que tinha, quase no final da estrada, onde se dividia em duas, uma que me levaria para o meu destino, e outra que levava à outra comunidade que havia naquela região.


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