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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 22 de março de 2017

O RAIO ASCENDENTE

Estávamos indo a primeira vez para Barreirinha de casco, éramos três remos, e uma informação, remarmos o mais forte e rápido possível, tomando cuidado com os galhos baixos das árvores pelo caminho, uma cabeceira, na realidade uma cabeceira que de tão grande e comprida, virou um furo, um igarapé, que conseguiu ligar, a Cabeceira do Jurupari ao Furo do Pucu, um outro igarapé que ligava o Paraná do Limão, -eu acho! Mas não tenho certeza. Pode ser Paraná do Ramos também!-uma  jornada  de umas seis horas remando.

O Benedito havia nos negado o barco, que eu iria dirigindo, pois era a única, fora ele, que sabia dirigir o Atalaia, um barco de uns setenta e dois pés de comprimento, e com um motor a diesel de uns setenta cavalo de potência, uma barco de madeira que corria bem. Era bonito. Bem pintadinho, e seria ótimo chegar no porto do Bodó em Barreirinha, o porto de trás da cidade. Cheguei remando e com uns sete metros de língua para fora, vermelha que um camarão pois nunca fico bronzeada, mas sempre tenho insolação.

Seu Raimundo condoído com nossa situação, pois eles estavam acostumados a remar três dias seguidos sem dormir e sem parar, essa era a fama dos Caiazadas, caboclos remadores, tão velozes que dão à uma canoona, de uns dez metros de comprimento, a velocidade de um barco pequeno sem esforço nenhum. Os bichos remam mesmo. São daqueles caboclos barulhentos, que gostam de remar batendo o remo na beirada da canoa, todos ao mesmo tempo e sincronizados, que chega parecer um som aguerrilho.

Tem caboclo que não faz barulho nenhum quando rema, só se vê o casco rasgando a água do rio sem fazer um único som. Esses são os que conseguem matar peixe boi. Os caiazada mesmo nunca mataram nenhum peixe boi, que eu saiba.  Porque eram barulhentos demais, mais eram peritos em pescar com anzol no meio da galhada de árvore debaixo d'água. Agora os caboclos calados são infalíveis na pesca com arco e arpão. Pra arpoar um pirarucu, arisco do jeito que aquele peixe é, só sendo muito silencioso, quase uma sombra. Mas tem uns que conseguem. Não sei como mas conseguem.

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