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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 17 de março de 2017

A APARIÇÃO DE XAPANÃ E NANÃ

Dona Binhí contou-me um dia rapidamente pois minha mãe ficava me vigiando para não ficar tocando nesses assuntos de feitiçaria com ninguém, principalmente com aqueles que ela sabia serem os feiticeiros mais poderosos que já vi, era uma forma dela tentar me blindar contra isso, porque sua fé condenava aquele outro tipo de fé, que havia um Espírito que vagava pela mata, e principalmente no palhau, no horário de meio dia, e que somente os mais corajosos conseguem vê-lo mas depois enlouquecem, e os medrosos morrem de susto e ficam petrificados em pé pelos troncos das árvores da mata, como troféu para Ele.

Ela contou-me em rápidas palavras como invocá-lo, e onde exatamente procurá-lo. Não deu outra, já queria voltar imediatamente para casa, para poder preparar-me para encontrar Xapanã. Minha mãe nem percebeu que havíamos conversado sobre tantas coisas, foi uma conversa eterna entre feiticeiras, e eu estava apaixonada por Dona Binhí, e ela estava adorando me passar seus conhecimentos e sabedoria, porque via em meu espírito a sede que havia por mais conhecimento e sabedoria.

Quando chegamos em casa, depois ter remado uma seis horas direto, nem jantamos de tão cansados que estávamos. Mas meu espírito estava borbulhando de alegria e ansiedade. Quase não conversei com ninguém e fui direto pro quarto e deitei-me em minha rede, e minha mente fervilhava com meus pensamentos, relembrando cada palavra que Dona Binhí, a dona da Cabeceira Grande, havia dito-me em sua casa.

Passei a noite acordada, sem pregar o olho um minuto, mas não estava com sono. Levantei assim que ouvi meu avô abrir a porta de seu quarto e sair para fora, e já fui direto pro quintal, achar tudo que precisaria para invocar Xapanã, e assim que o dia firmou, eu já estava pronta para ir meio dia, andar por um caminho na mata, até encontrar um palhau, para então, começar minha invocação ao Espírito guardião da mata, e quem sabe, poder conversar com aquele que possui todos os espíritos dos que se perdem na meio da mata.


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