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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A SOMBRA II

Um dia eu estava brincando dentro do paneirão de ferro, quando percebi que alguém me espionava de detrás do  segundo pé de abacateiro que ficava próximo ao muro da casa, mas como o filho da vizinha sempre pulava o muro e descia por ele para me dá chocolate escondido da minha mãe, não me incomodei pois achei que era ele trazendo-me mais chocolates deliciosos que eu comia rapidamente, que chegava as vezes engasgar  com a boca cheia.

Fiquei brincando sem dar muita atenção para quem estava olhando eu brincar com meu elefante azul, que era inseparável de minhas mãos. Onde eu ia levava aquele elefante segurando-o pela tromba. Depois de um tempo, resolvi tentar falar e perguntar quem estava ali, mas nenhuma resposta me foi dada. Eu soube naquele momento que fiz minha pergunta, que não era o filho da vizinha. Lembro-me que tive um pouco de medo, mas de repente, uma curiosidade imensa tomou conta de mim, e eu perguntei novamente quem estava atrás do pé de abacateiro e o que queria comigo. Mais uma vez o silêncio me foi dado como resposta.

Então, peguei meu elefante azul pela tromba e o joguei na direção do pé de abacateiro, de onde aquela coisa me olhava, pois sabia exatamente que não se tratava de ninguém ou algo conhecido por mim. Era muito diferente a frequência de energia que aquilo emanava, não era igual a nenhum espírito ou humano, ou mesmo animal que meus olhos tivessem visto. E fiquei aguardando o que aconteceria.

Depois de alguns minutos, não sei direito pois só tinha um ano de idade, mas pareceu-me muito tempo, uma sombra saiu de detrás do abacateiro, pegou meu elefante azul pela tromba e o trouxe até minhas mãos. Meus olhos estavam fixos naquela sombra, procurando alguma familiaridade com algo que eu já conhecesse, mas nada se comparava àquela sombra, que ficou parada na beirada do paneirão, enquanto eu festejava o retorno do meu brinquedo preferido, e já nem lembrava que era uma sombra que o tinha trazido até mim.

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