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YAMÊ ARAM

sábado, 9 de julho de 2016

VENTRECHA DE PIRARUCU ASSADA

Estávamos remando a mais de vinte e quatro hora, nosso barco havia quebrado, e tivemos que atravessar a remo o grande rio Andirá, para poder chegarmos até a cidade de Barreirinha, onde iríamos tentar achar um único caboclo que sabia consertar motor de barco a diesel, e que por ser o único por aquela redondeza, poderia não estar com tempo livre para fazer uma viagem de pelo menos quarenta e oito horas.

Quando chegamos no porto de trás da pequenina cidade de Barreirinha, terra natal do escritor e tradutor Tiago de Melo, estávamos mortos de fome, tínhamos trazido comida, mas depois de um dia inteiro de sol, já não estava mais tão gostosa, e nossas bocas desejavam algo mais gostoso para comermos, e matarmos nossa fome.

Assim que amarramos a nossa canoa num tronco que todos usavam para esse fim, o Romilson que era nosso vaqueiro, me convidou para irmos comer uma ventrecha de pirarucu, num restaurante simples de uma senhora que ele conhecera quando criança, e tinha seu estabelecimento logo ali pertinho do porto, era perto, e segundo ele, não havia ventrecha de pirarucu mais gostosa do que a dela.

Nessa época, Barreirinha tinha somente a avenida principal, que cortava a cidade de uma ponta a outra, e também era a única asfaltada por completa. Não caminhamos mais que dois quarteirões, viramos por beco que passava atrás do Colégio Maria Belém, e entramos num portão de madeira velha, e chegamos numa cozinha coberta de palha, com as paredes de barro, onde havia um fogão a lenha, e um monte de caboclos comendo, e uma velhinha com lenço na cabeça, toda suada, que servia um prato de ventrecha de pirarucu assada.

O Romilsom sentou-se debaixo de um cajueiro e acendeu um cigarro de moio enrolado num pedaço de papel de caderno, o fumou pela primeira vez naquele dia, o seu cigarro fedorento e forte. A senhora de lenço na cabeça veio em nossa direção, e me chamou para a única mesa que tinha em sua cozinha velha, eu então sentei-me perto da cabeceira da mesa, onde havia outro lugar vazio onde o Romilsom sentaria para comer uma ventrecha de pirarucu assada.

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