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YAMÊ ARAM

terça-feira, 5 de julho de 2016

O PUXIRUM DA FARINHA III

Minha primeira briga com minha família foi para  ir junto com a família dos ''caiazada'', pois é assim que chamamos por lá, todas as famílias, sempre por um nome que batizamos cada família. Nossa família era a dos benezada, tinha também a família dos jabotizada, a família dos binizada, a dos izaíazada, a família dos carmizada, a dos beltrãozada, e muitas outras famílias que ainda contarei suas histórias, mas hoje eu quero contar porque briguei com minha família para poder ir junto com os caiázada na sua canoona, que estrondava longe quando passavam pelo rio, e todos diziam, que lá ia passando a família dos caiazada batendo todos os remos juntos nas beiradas da canoona enquanto remavam.

Nenhuma outra família fazia tanto barulho remando quando passava pela frente da casa da gente, quanto a família dos caiazada, os filhos de Seu Raimundo Caiá e Dona Ana Caia. A canoona deles era famosa até no município de Barreirinha, devido seu tamanho que a fazia sobressair-se sobre todas as outras canoas, e estas no interior do Amazonas são artigos de luxo, ou trabalho de caboclos que sabem construir bem uma canoa, pois é muito mais fácil construir um casco do que uma canoa.

Sentei-me toda prosa no banco do meio da canoona dos caiazada, do lado de Dona Ana Caiá, de onde de vez em quando, meus olhos cruzavam com os olhos da minha família, que não tinha engolido aquela tolice que havia feito, e com certeza por ela eu pagaria com meu couro, que é como a gente diz por lá, quando se leva, ou promete dar uma surra num filho desobediente, ou que tinha feito malcriação, e eu retirava rapidamente meu olhos dos seus.

Dona Ana Caiá agia como se não percebesse o que eu havia feito, e docilmente conversava com minha mãe, disfarçando um pouco a tensão que havia se instalado entre eu e minha família, mas por algum motivo, ela queria que ficasse perto e junto de sua família,os caiazada. Quando já havíamos remado mais de uma hora, sobrou um tempo para eu Dona Ana Caiá, junto com Seu Raimundo Caiá,conversarmos. Era o que eu imanava, suas palavras estavam me dizendo o que meu espírito sabia que eles sabiam e precisariam me falar.

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