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YAMÊ ARAM

terça-feira, 12 de julho de 2016

O NEGUINHO II

Naquele dia eu fiz tudo direitinho, atraquei o barco com cuidado, amarrei-o com segurança, espalhei os pneus para que nenhuma parte do barco Atalaia batesse com as ondas do rio Amazonas, nos outros barcos, ou as vezes, como sempre acontece, a própria correnteza arrebenta tudo e leva  o barco embora, e em alguns lugares, leva até rebanhos inteiros de gado, e dificilmente sobrevive algum. Assim que terminei de fazer todas as minhas obrigações, disse ao seu Bené que iria visitar meu pai biológico, o que ele imediatamente permitiu.

Peguei um moto-taxi e pedi para que ele me levasse até o Bairro de São José Operário, que era onde dona Lolita morava numa casa forrada de tabua com telhado de brasilit, o quintal era cercado com cerca de pau lascado, não tinha cachorro nem galinha, somente seu jardim e suas plantas, tinha um pé de azeitona preta, que por essas bandas é jamelão, um pé de urucu, que ela mesma secava e torrava na panela de barro, e depois socava tudo num pilão enorme que ela tinha em sua cozinha coberta de palha de babaçu, e eu adorava comer seus fritos de farinha com café.

Quando cheguei no portão de sua casa, desci da moto rapidamente, e só pedi para que o moto-taxi voltasse para me buscar no final do dia, e já bati palma gritando o nome de dona Lolita, que tinha ido me chamar e anunciar sua morte em meus sonhos, foi quando seu filho mais velho, o Úrissom, abriu o portão de tabua velha, sempre trancado por uma tramela também velha, e assim que me viu, já foi logo se assustando ao me ver, e dizendo que sua mãe estava chamando meu nome e por mim há mais duas semanas, e que ela ficaria muito feliz em me ver.

Mas, que eu também não deveria me assustar quando visse seu estado, e que ela já não era mais a dona Lolita que eu havia conhecido, que varria seu quintal cedo, por volta de cinco e meia da manhã, e seis horas debaixo dos primeiros raios de sol que chegavam em sua casa, molhava todas as plantas, e o barulho da água batendo nas folhas, vazia um barulho enorme, que dava pra eu ouvir lá do terceiro andar de nossa casa, e eu sempre levantava para ver aquela mulher de poucas palavras, e que adorava frito de farinha com café, igual eu.


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