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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O MILAGRE DO ANINGAL V

A onda que tinha levantado-se no meio do rio, e estava vindo em minha direção deveria ter uns quatro metros de altura, e isso era de assustar qualquer um, mas eu não estava com medo,  estava era completamente ansiosa para que elas chegassem logo até mim. Minha mente refletia sobre tudo o que Dona Binhí havia me tinha dito, e algumas palavras estavam vindo do fundo da minha memória, e que diziam que eu deveria somente falar com as duas cobra grande, mas nunca deveria cometer o erro de tocá-las pois seria levada por elas para o fundo do rio, e moraria eternamente com elas debaixo do grande aningal que cobria toda aquela cabeceira do Jurupari.

Eu sabia que estava cortando minha ligação com minha família naquele exato momento, e que quando as duas cobra grande chegassem atém, e me interpelassem, minhas palavras que estavam guardadas em meu espírito iriam ser pronunciadas e levariam-me de minha família, eu só não sabia se  seria ali naquele momento. Desde meus sete meses de idade, que eu sabia qual o futuro de quase todo mundo, e entendia tudo o eles falavam achando que eu não estava entendendo por ser criança, e eu sabia exatamente o que estava fazendo naquele momento quando invoquei as duas cobras grande.

A onda estava medindo uns oito metros mas eu não estava com medo algum em meu coração, e a olhava fixamente pois sabia que não podia tirar meus olhos dela enquanto ela não chegasse até mim. Quando ela aproximou-se de mim, faltando somente uns quatro metros para atingir-me, ela já estava medindo mais de vinte metros de altura, estava tão grande e alta, que eu já tinha que olhar para cima, em direção ao firmamento estrelado que nos cobria naquela coite sem lua.

Dona Binhí havia me dito que neste momento é quando todo caboclo corre de medo, e é pego pela onda do encantamento que traz o espírito invocado, e quase nunca ninguém consegue ficar até o final do encantamento, pois assim que se manifesta a resposta do ritual realizado, o cabra perde a coragem e se desembesta a correr, e quase sempre acaba louco ou morre corroído de dentro para fora, ou seja, do espírito para os  ossos, e que somente poucos caboclos tiveram coragem de invocar coisas tão ocultas como esses espíritos que vivem dentro da mata, dentro rios, dentro dos campos, dentro do bichos.

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