BOAS VINDAS!

Obrigada por visitar meu blog! Espero que tenha gostado! Dúvidas e comentários serão respondidos com atenção. Para ler todos os posts de uma história, é só clicar nos marcadores!



YAMÊ ARAM

terça-feira, 5 de julho de 2016

O MILAGRE DO ANINGAL IV

Eu tirei minha blusa branca e fiquei só com um short preto, exatamente da forma como me aconselhou Dona Binhí, respirei fundo, relaxei meu corpo, deixei meus braços pendurados, e pronunciei o encantamento, pois já tinha deixado minha oferenda na beirada do rio, arrumado do jeito que a grande feiticeira havia me ordenado, e não olhei mais para trás mim, pois a partir daquele momento, eu deveria olhar somente para o meio do rio, e esperar pelas duas cobra grande.

Meia hora havia se passado mas nenhum sinal de onda no meio do rio, somente a sinfonia macabra dos bichos do mato cantando soava tenebrosa nos meus ouvidos, mais eu já estava calma, minha respiração estava suave, mas eu continuava com aquela energia poderosa atravessando todos os músculos do meu corpo, e que fazia-me sentir um gigante, e não deixava medo atemorizar meu coração.

Eu sabia que elas viriam, eu as tinha visto, e também me tinha sido entregue o encantamento para invocar as duas cobra grande, que segundo Dona Binhí me tinha dito, moravam debaixo do aningal da Dona Ana Caiá, que era parteira e encantadora,tanto quanto benzedeira, e quebradora de qualquer tipo de mau-olhado, e possuía encantamento até pra fazer mulher parir, que com reza quebrava não só encantamento, como arrebentava o cordão umbilical dos curumins dentro do ventre da mãe, quando o curumim tava com ele enrolado na cabeça, e não poderia nascer mas ela fazia a mulher parir, e elas iriam me responder.

Então, um vento frio e gélido começou a soprar de dentro d'água, a energia em meu corpo aumentou sobre maneira, e um calor enorme tomou conta de mim, eu pudia sentir meus olhos brilhando naquele momento, tinha começado, elas estavam chegando, eu podia sentir as duas cobra grande vindo em minha direção, elas tinham ouvido minha voz, atenderam ao meu clamor. Uma onda gigantesca levantou-se no meio do rio, igualzinho Dona Binhí havia me dito que seria, e a onda veio na minha direção, firmei meus pés no fundo do rio, procurei sentir a terra, procurei sentir a água molhando minhas pernas, procurei ouvir a sinfonia estridente dos bichos, pois elas estavam vindo para mim.


Google+ Badge

Google+ Followers

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Seguidores

Follow by Email

Google+ Followers