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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O CABOCLO BEMBEM III

Eu estava super ansiosa e não pensei em outra coisa durante toda a tarde, meu coração palpitava só de pensar em como seria nossa caçada, pois sabia da fama do Bembem, pois todos os caboclos quando falávamos em seu nome, só sabiam elogiar e engrandecer sua habilidade como caçador, e diziam que ninguém atirava tão bem como o Bembem em pé de cima de um casco andando, e outros diziam que não tinha ninguém tão bom pescador com arco e flecha do que ele.

A hora da caçada chegou, eram umas onze horas da noite, eu desci correndo atrás do Bembem pelo caminho do porto, levando na mão direita o meu remo novo, presente de seu Jaboti, vestido de calça jeans, camisa e jaqueta de couro, bota e chapéu de palha. Seu Bené havia instruído-me que deveria remar e guiar o casco pro Bembem.

Assim que sumimos atrás da enseada da Dona Jovem, minha professora, o Bembem me surpreendeu com suas palavras, quando disse para eu guardar o meu remo, coisa que fiz sem pensar, pois eu sabia que quando ele falava daquela forma, era porque eu deveria ficar quieta, ele levantou-se do banco da proa onde estava sentado, passou por cima do banco do meio, pegou um estrado feito tabua, colocou entre o banco da popa e o banco do meio, e mandou que eu me deitasse sobre o estrado, coisa que também fiz rapidamente, e me cobriu com uma coxa de lã, e disse-me que eu deveria ser só sua companhia naquela noite.

Ele voltou para o banco da proa, de onde assumiu o remo daquela noite, e eu resolvi pela primeira vez naquela noite, olhar para cima, e me deslumbrei com a quantidade de estrelas no céu, eu nunca tinha visto tantas, dava pra ver o caminho da via láctea, enquanto o meu corpo era balançado sobre as águas negras da cabeceira do Jurupari, por causa da força da remada do Bembem, que fazia aquele casquinho cortar sem dificuldades as águas, e sua remada era silenciosa, coisa que caboclo gosta de se gabar, quando se é silencioso remando.



  

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