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YAMÊ ARAM

sábado, 2 de julho de 2016

A LUA NOVA DOS ÍNDIOS VERMELHOS IX

Guapari estava consciente de sua cegueira espiritual e não lhe importava mais nada relacionado ao futuro de sua tribo, estava enfadado de sabedoria, mas também era isso que sempre quis, era isso que ele tinha pedido para a natureza, quando o espírito da Deusa Arasy, lhe apareceu durante a madrugada, e perguntou-lhe o que mais seu coração desejava, e Guapari, sem temer, respondeu-lhe que o que mais o seu coração desejava era sabedoria, e a Deusa Arasy ouvindo sua resposta,disse-lhe que ele tinha desejado sua velhice espiritual, pois ela mesma já tinha visto muitos índios envelhecerem pelo peso da muita sabedoria, que envelheceu e enfadou seus espíritos, sobrando somente o enfado sobre todos os ossos do corpo, e pensamentos preguiçosos.

Guapari tinha certeza de tudo o que desejava, e não era de mudar sua opinião por ninguém, mesmo que estivesse errado e soubesse disso. Ainda assim, ele continuava com sua opinião. Ele tinha sacrificado seu dom dado pela natureza de cacique, como também tinha abandonado sua família, e mesmo assim, seu coração continuava sem culpa, ele não sofria por estar longe de tudo que havia sido sua vida por mais de trezentos e oitenta anos, e era isto que ele queria, continuar vivo, não importava o que tivesse que fazer.

Mesmo com seu espírito enfadado,  Guapari consegue ter poder para afastar a morte de seu corpo, e agora que estava unido ao tronco de uma grande árvore, e poderia viver por muitos séculos, ou talvez, como era o que sempre acreditava, para toda a eternidade, continuaria mergulhando nas águas do grande rio Andirá, o rio da sabedoria, nas águas negras que não correm, até conseguir chegar nas ondas de sua tempestade, que como ele mesmo já possuía muita sabedoria, revelavam segredos que poderiam dar a eternidade para o espírito que os ouvisse, mas que para isso, o índio deveria aprender a nadar nas águas mais calmas desse rio, para depois conseguir nadar nas ondas de sua tempestade.

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