BOAS VINDAS!

Obrigada por visitar meu blog! Espero que tenha gostado! Dúvidas e comentários serão respondidos com atenção. Para ler todos os posts de uma história, é só clicar nos marcadores!



YAMÊ ARAM

quarta-feira, 13 de julho de 2016

A APARIÇÃO DE YEMANJÁ II

Assim que Yemanjá terminou de dizer-me aquelas palavras, nossos espíritos se elevaram acima da onda onde estávamos, e mais raios e trovões estouraram no céu, e um vento tempestuoso soprou violentamente sobre aquele mar, e levantou muita areia da praia que já nem dava pra ver mais a beirada daquele mar, e também eu não via mais os espíritos que ficaram com medo de Yemanjá, mas eu estava feliz por estar ali com aquela Deusa magnífica.

Então sua onda nos levou para o fundo do mar, e a medida que fomos entrando em sua profundeza, minhas roupas eram despedaçadas, e as águas vestiam-me fazendo uma espécie de um vestido, que movia-se conforme meu corpo se movia, e curavam todo o meu corpo conforme íamos adentrando no reino daquela que domina todas as águas do mar.

Meu espírito seguia o espírito de Yemanjá com alegria, que parecia que eu sempre tinha pertencido ao seu reino, ali não fazia diferença o fato de eu ser filha de Yara, e ter nascido em águas negras e barrentas, pois perecia que sempre vivi e bebi das águas salgadas do mar, sentia-me em casa, sentia-me segura, sentia-me amada, Yemanjá estava comigo, e agora iria me mostrar seus domínios.

Nunca antes eu havia imaginado estar ao lado de Yemanjá indo conhecer seu reino, e ainda mais que eu carregava sua coroa, pois meu cabelo pertence a ela depois que chegar nos joelhos, e foi enquanto pensava nisso, que as águas vieram, banharam e acariciaram meu cabelo, e uma energia de amor muito poderosa começou a percorrer todo o meu corpo, mas dessa vez não provocou-me dor alguma.

Foi então que as águas ficaram muito profundas e turbulentas, e Yemanjá segurou-me pela mão direita, e guiou-me por aquelas águas, que ao mesmo tempo queriam me tocar, também queriam me afogar, mas Yemanjá não lhes dava autoridade para que me tocassem, e as mandava para longe toda as vezes que elas vinham tentar tragar-me para seus redemoinhos, e eu somente segurava a mão de Yemanjá, enquanto passávamos por aquelas águas turbulentas das profundezas de seu reino.

Google+ Badge

Google+ Followers

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Seguidores

Follow by Email

Google+ Followers