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YAMÊ ARAM

domingo, 19 de junho de 2016

O NEGUINHO

Dona Lolita apareceu durante a noite em meu sonho, dizendo que ela estava morrendo, e que eu deveria ir até Parintins para poder ela conseguir partir em paz. Eu já imaginava o que ela queria comigo, pois conhecia seu segredo de feiticeira. Dona Lolita sabia que eu era  a única pessoa que podia responder ao seu chamado de despedida, e com certeza, eu não iria sofrer, mas sim ajudá-la a partir em paz.

Contei para minha mãe sobre o sonho que havia tido durante a noite, e ela respondeu-me, dizendo que lá estava eu falando essas bobagens de sonhos, e que eu deveria parar com essas coisas, pois se não, eu iria levar uma surra com cipó de cuieira, uma árvore que dá uma espécie de cabaça que usa-se para fazer baldes pra carregar água.

Eu sabia que tinha que ir a Parintins o mais rápido possível, pois Dona Lolita precisava de minha ajuda, e eu não iria negar isso a ela pois era minha amiga e também minha irmã de legado e dom. E se ela estava me chamando, é porque somente eu podia responder o chamado da minha irmã de feitiçaria. Eu sabia que ela estava partindo desse mundo, durante um tempo até cheguei a pensar que esse dia chegaria mais rápido, mas, até que ele demorou para tirar-me a primeira feiticeira que me mostrou seu poder.

No mesmo dia, um recado pelo rádio, dado pelo Nelson Moura, um radialista da rádio Alvorada de Parintins, dizia que o Barco Atalaia deveria chegar no porto da cidade tupinambarana em vinte e quatro horas. O vaqueiro Romildo caiu de febre e diarreia amarela, e não tinha nem teria condições de viajar pois já nem levantava mais da cama, porque a diarreia amarela joga a pessoa na rede na mesma hora que se gaga a primeira, é uma cólica e nada mais.

Como só eu sabia dirigir depois dele, eu imediatamente fui escalada para viajar com seu Bené, o pai da minha mãe biológica, para ir com ele levar o Barco Atalaia até Parintins, pois a época da passação de gado iria começar assim que chegássemos no porto da cidade, do lado do trapixo, na frente da loja Agro Verde, e eu sabia dirigir muito bem, tanto de dia quanto de noite, e o seu Bené sabia  que eu seria indispensável nessa viagem. 

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