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YAMÊ ARAM

terça-feira, 21 de junho de 2016

O MILAGRE DO ANINGAL II

Eu desci no porto de casa durante várias noite sem lua para meditar nas palavras de Dona Binhí a respeito de tudo que tinha visto e ouvido naquela noite que ela curou a Solange. Ficava sentada em cima de uma pedra enorme que ficava do lado esquerdo do caminho do porto, e alimentava meu espírito para fazer aquilo que ela havia me falado em sua casa, e também tentando imaginar como tudo aconteceria, e se eu iria correr de medo quando as duas cobra grande levantassem suas ondas, vindo em minha direção.

Com certeza eu teria que invocá-las, Dona Binhí havia me dito que ela daqui uns dias não teria mais força para invocar as duas cobra grande para continuar sugando com sua boca, o mal do corpo das pessoas. Eu sabia dentro do meu espírito que deveria fazer exatamente como aquela feiticeira havia falado. Eu relembrava palavra por palavra de tudo que vi e ouvi naquele dia. pois não poderia errar ao fazer o encantamento que invocaria as duas cobra grande.

Depois de algumas noites preparando-me para executar o encantamento, eu consegui contar sete noites sem lua, e naquela noite era o dia perfeito para invocar as duas cobra grande que moravam embaixo do aningal que estendia-se por toda a cabeceira do Jurupari, onde morava Dona Ana Caiá, a única parteira e encantadora, e também benzedeira, que com sua reza curava qualquer mal  do povo que a procurava em sua casa, sempre guardada por muitos cachorros bravos, pois no interiorzão do Amazonas, todo mundo é bom ter cachorro bravo.

Quando deu meia noite eu desci para a beirada do rio, levei tudo que Dona Binhí havia me dito que deveria levar, para poder eu executar com perfeição o encantamento, que traria as duas cobras grandes até mim. Eu não sabia exatamente porque eu deveria invocá-las, mas sabia em meu espírito que era meu dever fazer isso por Dona Binhí. Já tinha ajudado outras feiticeiras e feiticeiros, mas aquela ajuda que daria a ela, era de longe a mais perigosa que eu já tivesse feito. Mas como sempre, lá estava eu na beirada do rio, com água até os joelhos, numa noite escura, e a sétima noite sem lua na mesma semana, para invocar as duas cobra grande de debaixo do aningal de Dona Ana Caiá.

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