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YAMÊ ARAM

segunda-feira, 20 de junho de 2016

O MILAGRE DO ANINGAL

As duas cobra grande que Dona Binhí havia invocado para curar a Solange, moravam debaixo de um grande aningal que cobria toda a cabeceira do Jurupari que ficava no final do Paraná do Moura, de uma ponta a outra e de uma margem a outra, e estendia-se por toda aquela cabeceira que mais parecia uma paraná pois tinha uns 15 km de comprimento, e fechava a única passagem que tinha para a casa da única parteira de toda aquela região do grande rio Andirá, no município de Barreirinha, no interior do Amazonas, e também a única encantadora, primeira neta de uma das mais poderosas encantadoras que  havia naquele lugar.

Dona Malvina ficou conhecida por ter encantado as duas cobra grande que atormentavam e amedrontavam todos os caboclos daquela região, pelo menos dois morriam toda semana, quando não era os caboclos, eram os bois, até mesmo búfalos elas engoliam, mas nunca ninguém tinha conseguido ver as duas cobra grande boiando pelos rios. Então, um dia todos se reuniram, e decidiram pedir ajuda para a encantadora, que todos diziam poder até roubar a sombra de qualquer pessoa, e também podia encantar qualquer bicho grande da mata e dos rios, e colocava-os sobre o domínio de seu encantamento.

Durante um tempo todos tinham medo do poder daquela parteira e encantadora, mas se dobravam diante do poder de seu dom quando não tinham mais a quem recorrer, e decidiam entrar dentro da cabeceira do Jurupari, a cabeceira daquela que roubava a sombra de qualquer coisa que se movia sobre a terra ou sobre os rios, ela era virada, segundo diziam os mais antigos, sob a luz do meio dia, e era um espírito que podia andar nesse horário por qualquer caminho que seus pés quisessem caminhar, e nem mesmo os bichos peçonhentos podiam atravessar seu caminho, e nunca picavam-lhe o calcanhar.

Dona Ana Caiá era sua neta, e sendo herdeira de seu ministério, era duas vezes mais poderosa que a avó, e era possível vermos passarinhos seguirem sua canoa o tempo todo até seu destino, e a esperavam sentados em árvores próximas de onde ela estava, e quando ela entrava em sua canoa para voltar a sua casa, eles voavam e a seguiam até o porto de sua casa, no fundo e no fim da cabeceira do Jurupari, de onde falavam, havia uma passagem que saía no porto de trás da cidade de Barreirinha.

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