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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 23 de junho de 2016

CAÇANDO COTIA II

Tínhamos acabado de chegar no Igarapé Açu, já não sofria mais como sofria quando mudamos para o Paraná do Moura, o fato de estar mais uma vez passando minhas férias no interior, pelo menos dessa vez tínhamos um primo nosso conosco, e com certeza essas férias seriam divertidas pois nosso primo era muito alegre e divertido, e também era muito corajoso. O seu Pedro um caboclo que morava no final da cabeceira que virava a direita no final do Igarapé Açu. nos convidou para que fôssemos passar o dia em sua casa, para que eu, o Renóca e o nosso primo, fôssemos caçar cotia com seus filhos.

Eu já estava empolgada com aquele novo lugar, até porque, eu não iria mais morar ali, somente iria passar as férias, e também a beleza daquele lugar me seduziu quando vi a magnitude de toda aquela natureza selvagens e preservada. Chegamos na casa do seu Pedro por volta de umas sete horas da manhã, como era de costume, os curumins dele já nos encontraram no meio do caminho, e vieram nos acompanhando até o porto de sua casa. Era bom vermos que estávamos sendo aguardados com muita ansiedade, também naquele lugar onde tudo é longe, é raro recebermos visita em casa, e quando isso acontece, é sempre uma festa.

Quando chegamos em sua casa, e adentramos até sua cozinha, dona Marta, sua esposa, havia preparado beijus de tapioca com pedaços de castanha do Pará, também serviu-nos pé de moleque amazonense feito no formo de barro, raridade, já naquela época, nos barracões de torrar farinha nas casas dos caboclos que vivem nas beiradas dos rios de terra firme. Mas dona Marta era uma cabocla que não tinha preguiça, todo dia ela cozinhava caça e peixe, e não deixava faltar os beijus de tapioca e mandioca no café da manhã.

Quando deu nove horas, o sol estava queimando a terra, seu Pedro mandou-nos entrar na mata, e disse aos seus curumins que cuidassem de nós, pois era nossa primeira vez na mata, mas também disse para que eles nos deixassem caçar também, e que voltássemos para casa com pelo menos seis cotias. Eu achei aquela quantidade muita para curumins caçadores de primeira viagem, como eram eu, o Renóca e nosso primo.


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