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YAMÊ ARAM

terça-feira, 14 de junho de 2016

A LUA NEGRA DOS ÍNDIOS VERMELHOS

O pajé viu que havia findado-se o tempo  da lua minguante, e uma lua negra nasceria naquele dia que somente ele podia ver, e ficaria dominando os céus por nove noites e nove dias. Então, era o momento exato para purificar a tribo de qualquer mal. Levantando-se de sobre a pedra negra que ficava dentro do tronco de sua árvore, sua casa há muito tempo, o velho feiticeiro saiu para fora de sua morada.

Toda a tribo assustou-se com a aparição do pajé, o feiticeiro sagrado, aquele que possuía as quatro pedras dentro de si. Todos sabiam o que a saída do pajé significava, nenhum índio iria caçar, nenhuma mulher andaria longe de casa ou largaria sua cria, as velhas ficariam dentro de suas malocas, os jovens não correriam nem usariam veneno de sapo ou de cobra para caçar, os curumins e as cuiantães não poderiam correr nem gritar, somente as crianças de colo poderiam chorar quando tivessem com fome, mas suas mães não poderiam deixá-las no chão.

Os índios adultos e casados deveriam sentar durante o dia, e durante a noite manteriam a fogueira acesa com grandes troncos de árvores que tinham que carregar sozinhos, e uma vez levantado o tronco, o  índio não poderia deixá-lo para trás. Todos estavam apavorados e com medo, pois havia pelo menos cinco gerações que o ritual da lua negra tinha sido feito, mas como todos já tinham ouvido o cacique da tribo contando, esse ritual quando era feito, era para separar os doentes dos sãos.

Todo índio tinha medo de ficar doente, mas ser achado enfermo debaixo de uma lua negra, era uma maldição, segundo acreditavam os mais antigos, das mais abomináveis possíveis. Tupã um índio de apenas apenas quatorze anos, mas que na sua tribo isso já era quase maioridade, logo procurou Yara para contar-lhe sobre o que estava acontecendo na aldeia, que com certeza estava olhando o rio correr lá de cima do galho de uma das maiores árvores que haviam por aquela mata.

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