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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 30 de junho de 2016

A LUA NEGRA DOS ÍNDIOS VERMELHOS VIII

O pajé já via os espíritos demoníacos rondando a aldeia, então, ele invocou o espírito da mata para que protegesse a aldeia, e não deixasse que nenhum índio sofresse antes que se passasse os primeiros sete dias e sete noites da lua negra, pois depois do sétimo dia e sétima noite, todos estariam entregues ao seu próprio destino e condenação.

Toda a aldeia sentiu quando o pajé invocou o espírito da mata, mas ele não respondeu. O pajé sentiu temor em seu espírito por toda a tribo, mas continuou invocando o espírito da mata, pois os espíritos demoníacos estavam cada vez mais perto da aldeia, e todos estavam sentindo uma grande escuridão cobrir o finalzinho do dia, o que era muito perigoso para todos, pois logo mais, a boca da noite seria aberta junto com o levantar da lua negra.

Pela primeira vez em toda a sua vida, o pajé estava começando a sentir medo, um sentimento que não habitava seu coração há muito tempo. Mas aquela lua negra era diferente de  todas as outras que o pajé tinha ajudado sua tribo a passar pela purificação e refazer de seus danos causados a todos os índios. Ele era o único que não podia fraquejar, pois o cacique havia caído, e já não servia para mais nada naquele momento, e seu povo contava com sua feitiçaria para vencer aquela provação.

O espírito de seu povo estava quebrantado, e um sentimento de medo estava aprisionando toda a tribo, roubando-lhe a paz e a tranquilidade, que há muitos anos não eram perturbadas por nada. E o ritual da lua negra, já estava começando diferente de  todas as vezes, quando o espírito da mata não respondeu a invocação do lidere espiritual da tribo.

O pajé não poderia contar com o protetor da mata, então, ele resolveu invocar o espírito das raízes das árvores, espíritos antigos e sábios, e também de luz, que habitavam os troncos das grandes árvores que se espalhavam por toda aquela mata densa e hostil, onde ficava a aldeia, desde que a sexta gerações  de índios vermelhos chegaram naquele lugar, onde a aldeia estava localizada.

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