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YAMÊ ARAM

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A LUA NEGRA DOS ÍNDIOS VERMELHOS VI

Abirú estava esperando seu pai, o cacique, do lado de fora do tronco de sua árvore, mas ele mesmo morava com a sua mãe numa maloca normal feita de palha branca, que não tinha mais de dois metros quadrados, mas que eram suficiente para proteger e aquecer ele, seu irmão e sua mãe durante as noites e dias de chuva, quando a mata fica extremamente perigosa para se ficar andando, principalmente pelo chão.

Seu pai não lhe ensinava nada há muito tempo, aqueles momentos sob a luz da lua, ouvindo todo o conhecimento que era da responsabilidade de  um cacique saber e contar, nunca mais aconteceram, desde o  dia que seu pai conseguiu unir-se ao espírito do tronco de um amapazeiro, e ficou fascinado por essa sabedoria, que adquiriu nadando nas águas do grande rio Andirá, águas que embebedaram seu espírito, e turvaram seus olhos, e desde então, tornou-se louco.

Abirú sempre fora um filho gentil e carinhoso, e nunca negou o cuidado para com seu pai, e nem para com seu irmão Aété, que ficou sob o seu cuidado, desde que era apenas um curuminzinho de dois anos de vida, e que tinha aprendido com o irmão, sobre o posto que era ser filho de um cacique, e a responsabilidade que exigiria dele conforme crescesse.

Abirú amava seu irmão, mas estava cansado de ouvir as reclamações de muitos do índios vermelhos que não concordavam com o que seu pai, o cacique, havia feito, quando uniu seu espírito ao espírito do tronco de uma árvore, pois acreditava-se ser digno de tal casa, somente o pajé, mas que as vezes, por ordem da própria mata, concedia essa benção para alguns índios que davam as asas para seus espíritos, e voavam para além das estrelas, mas não era permitido ao cacique usar do poder da sabedoria da mata, pois  a mata é um espírito vivo, e não poderia ser importunado desrespeitosamente ou por coisas vãs.

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