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YAMÊ ARAM

domingo, 26 de junho de 2016

A LUA NEGRA DOS ÍNDIOS VERMELHOS V


O pajé havia recolhido-se novamente para dentro de seu tronco de árvore, o sinal já havia sido dado para toda a tribo, e todos tinham visto e testemunhado o acontecimento mais importante de toda história da tribo. Em seu coração estava dominante o sentimento de temor por todos, e também pelo peso de todo o ritual que seu espírito iria realizar daqui sete dias, e que em mais dois dias seria confirmado. e fazia-lhe fugir a fome, mesmo o seu corpo tendo estado sem comida há vários ´seculos.

O pajé sabia que  precisava comer, era pro seu corpo estar berrando de fome, mas seu interior estava calado e com fastio. Como estava acordado, olhou em volta  para ver se achava alguma coisa para colocar na boca e comer, mas também não viu nada que lhe abrisse o apetite, e decidiu ficar quieto dentro de seu tronco.

Aquele tronco era sua casa há muito tempo, tanto tempo, que os dois já era um só. Seu espírito já estava unido ao espírito do tronco daquela copaibeira enorme, que somente seu tronco precisava de trinta e nove índios para poder circularem ele por inteiro. Era uma copaibeira frondosa, que sua copa podia ser vista mesmo do outro lado da margem do  grande rio Andirá, onde no final, segundo o que contavam os mais antigos, morava uma criatura noturna enorme, e que quando passava voando sobre alguma aldeia, sete índios eram levados de uma só vez pelo barulho de suas asas.

Os antigos chamavam essa criatura de ''ABEQUARACAUÃ'', o homem que voa que mata as cobras e alimenta seus filhotes com elas, este é o significado de seu nome, que segundo contavam os mais antigos, eram duas palavras, como também eram dois espíritos, um que vivia sob a luz do sol, e o outro que vivia sob a luz da lua, e que numa noite quando o sol atravessou o caminho da lua, os dois espíritos puderam se ver, e passaram então a conhecer um ao outro, e quiseram cruzar novamente um o caminho do outro, e dizer seus nomes um pro outro, e assim nasceu o espírito que morava no final do grande rio Andirá, aquele que nem um índio queria seu caminho com ele cruzar.

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