BOAS VINDAS!

Obrigada por visitar meu blog! Espero que tenha gostado! Dúvidas e comentários serão respondidos com atenção. Para ler todos os posts de uma história, é só clicar nos marcadores!



YAMÊ ARAM

quinta-feira, 23 de junho de 2016

A LUA NEGRA DOS ÍNDIOS VERMELHOS IV

Abaçaí sabia que um tempo escuro tinha caído  sobre todos naquela mata, e não perdeu tempo, e saiu escondida de seu tronco, sem que ninguém a visse caminhando longe da tribo, e foi dentro das entranhas mais profundas da mata, e invocou o espírito de Xapanã, o guardião de toda a natureza, e que mesmo ninguém concordando com a sua feitiçaria, pois era segundo alguns antigos, negra demais, da meia noite, e sem raios de luz do sol, ela usou sua feitiçaria e invocou o espírito guardião de todo a natureza.

Mas Abaçaí nunca ligou para o que a sua tribo pensava a seu respeito, sua feitiçaria lhe fora a única companhia até aquele momento, e ela nunca havia negado dar ouvido ao que lhe ensinava a voz de seu dom de feiticeira, negado por muitos, mas também temido por muito mais. Ela era solitária desde cuiantãe, desde o tempo de criança, e nunca teve muita necessidade de companhia, muito menos de vozes zumbindo no seu ouvido.

Abaçaí conhecia o lugar perfeito para invocar o espírito que guardava a mata, e levava sobre si todas as chagas da terra, e que naquele dia, era o espírito que com toda certeza podia ajudar aquela tribo a passar pelos dias de lua negra, e acima de tudo, pelo ritual que estava preste a separar muitos dentro da tribo. Ela sabia onde Ele tinha aparecido a primeira vez diante de seus olhos, aparição que quase a matou, e ainda a deixou de cama durante sete dias.

Finalmente seus olhos contemplam o grande tronco de andiroba onde o espírito de Xapanã havia aparecido para Abaçaí numa noite de lua nova, enquanto caminhava pela mata durante a noite toda, até que o dia amanhecesse, pois era quando o sono se achegava para fazer-lhe descansar, pois estava andando a mais de quatro dias sem parar pelo meio da mata, e não conseguia nem mesmo sentar-se.

 Ali estava o tronco enorme de andiroba, onde ela viu o espírito de Xapanã sentado sobre ele, e falando com a cachoeira que despencava de um paredão de mais de trezentos metros, de onde ela também adorava ficar olhando e pensando.

Google+ Badge

Google+ Followers

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Seguidores

Follow by Email

Google+ Followers