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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A LUA NEGRA DOS ÍNDIOS VERMELHOS II

Yara tinha quinze anos, e refletia sobre a tristeza que havia abatido seu espírito já há alguns dias, era algo inexplicável, que nem mesmo para Tupã, o seu melhor amigo, ela havia falado alguma coisa. Mas claro que Tupã havia percebido sua mudança, mas como ele lhe respeitava grandiosamente, nem se sequer havia tocado no assunto, e sempre pareceu agir como se não houvesse percebido nada.

Quando ela assustou-se perdida em seus pensamentos, seu melhor amigo estava bem ao lado, sentado no galho que ficava um pouco mais abaixo do que o que ela estava. Como sempre, ele estava silencio. Mas por dentro, Tupã corroía-se de vontade de contar o que havia acontecido há pouco na aldeia. Mas parecia pela tristeza em seu rosto, que Yara já sabia o tinha caído sobre todo o seu povo. Os dois ficaram ali sentados um bom tempo, até voltarem para a aldeia pelos galhos das árvores, e não pelo chão como sempre faziam.

Na aldeia todos estavam calados, até mesmo os bichos e os pássaros estavam cantando. Parecia que toda a mata sabia o que estava acontecendo. Os mais velhos estavam todos em silencio e em contatos com seus ancestrais pedindo para que todos os espíritos e toda a natureza respondessem ao pedido de socorro de toda aquela tribo.

O cacique havia envelhecido o seu corpo e enfadado seu espírito de sabedoria, e estava cego para a necessidade da tribo de seu  conhecimento ancestral, já estava um bom tempo havia parado de sua função de contar nas rodas que a tribo fazia, os ensinamentos que era de sua responsabilidade passar através das histórias a toda tribo , e os mais novos haviam aprendido porque os mais velhos índios da tribo, insistiam em contar as histórias de sua tradição mesmo sem a autorização do do chefe sábio da aldeia, que deveria ter uns cinquenta mil índios, e toda a aldeia estava despreparada para enfrentar um ritual da lua negra, com certeza haveria muitas moléstias que assolariam todos os índios vermelhos que habitavam as regiões longínquas do Rio Andirá, no Paraná do Miri, um rio de beiradas completamente ingrimes, mas os índios vermelhos não vivem perto da beirada de rio, isso é coisa de caboclo, este é que gosta de água.

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