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YAMÊ ARAM

domingo, 1 de maio de 2016

A CASA DAS SUCURIJUS

         Certa vez, fomos morar num interior chamado Paraná do Igarapé Açu, um afluente do Rio Uaicurapá, no município de Parintins, interior do Amazonas. Estávamos em época da cheia, quando há muita escassez de peixe, e é necessário pescar durante a noite sem lua nas cabeceiras mais profundas e distantes de casa.

          Eu, meu irmão e um primo, abusados, logo nos oferecemos para ir zagaiar, já que as malhadeiras não estavam pegando peixe algum. A zagaia é um tipo de arpão com uma haste e três ganchos de ferro, que quando entra no peixe, torna impossível a fuga.

           Pegamos um pequeno casco, uma espécie de canoa que os pescadores usam por lá, e fomos remando rumo a uma enorme cabeceira que havia ao norte de casa. Quando entramos na cabeceira, meu primo, que era mais velho que eu e meu irmão, nos aconselhou a entrarmos mais para o fundo dela. Remamos por quase duas horas, até chegarmos num igapó enorme e completamente fechado, lugar perfeito para encontrarmos peixes que dormem flutuando próximos aos troncos das árvores mergulhados naquela água negra que banha as beirados do Igarapé Açu.


           Como eu estava na proa do casco, meu irmão logo me incumbiu de ser a responsável pela pesca da noite. Meu coração até estremeceu de medo, não era boa pescadora nem mesmo era corajosa o suficiente para atravessar um Tucunaré com uma zagaiada. Mas também, a fome já estava nos torturando. Não aguentava mais comer farofa de bicho de Inajá nem canja de galo da mata. Então, peguei a zagaia e iluminei com a poronga, uma espécie de lanterna cabocla que usa o carboreto para produzir fogo.

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