BOAS VINDAS!

Obrigada por visitar meu blog! Espero que tenha gostado! Dúvidas e comentários serão respondidos com atenção. Para ler todos os posts de uma história, é só clicar nos marcadores!



YAMÊ ARAM

quinta-feira, 21 de abril de 2016

FARO A CIDADE DOS FEITICEIROS IV

         Faro estava silenciosa desde que os feiticeiros mais antigos saíram para caçar, segundo eles, uma onça que estava comendo os touros reprodutores dos fazendeiros da região. Os curumins já tinham contado para dona Das Dores, uma velha feiticeira ranzinza que morava na última casa da cidade, que não era muito grande, mas dava de fundo com a mata, que vários fazendeiros tiveram seus reprodutores mortos por uma onça que não comia a carne dos bois, somente sugava todo o sangue.

          Dona Das Dores era uma feiticeira muito sábia, tão sábia, que os feiticeiros mais temidos, quando não conseguiam fazer algum feitiço, recorriam a ela, pois era infalível na feitiçaria. Seu dom havia se manifestado quando tinha apenas treze anos de idade, exatamente na mesma manhã que sua primeira menstruação também desceu. Agora, Das Dores era moça e feiticeira. Sua família sempre fora de mulheres feiticeiras, e a cada geração, seu dom de Feitiçaria tornava-se mais poderoso e milagroso.

          Enquanto acendia o fogo de seu fogão a lenha, dona Das Dores viu as chamas do fogo crescerem tanto, que achou que fossem até queimar a palha que cobria sua de barro. Ela sempre leu a vida de todo mundo através das chamas de seu fogão, mas nunca tinha visto o fogo tão agitado e enfurecido. As chamas estavam tão grandes, que a pele de seu rosto estava ardendo, mas ignorava o calor do fogo, porque as palavras que as línguas de fogo estavam pronunciando, faziam-lhe todo sentido neste momento.

           Ela sabia que más notícias estavam vindo, e que não eram notícias que os ouvidos caboclos já tivessem ouvido. Talvez, fosse a hora de dona Das Dores ouvir mais uma vez a voz da natureza, e ela como toda feiticeira velha, sabia que não seria uma coisa fácil de se ouvir, ou de fazer. Então, assim que acabou de ouvir o fogo, correu, mesmo com seus ossos doloridos por causa do reumatismo, até o outro lado da cerca de seu quintal, que dava de frente pro campo por onde os curumins passavam com o gado, e os curumins, sempre sabem das coisas.

Google+ Badge

Google+ Followers

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Seguidores

Follow by Email

Google+ Followers