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YAMÊ ARAM

sábado, 1 de agosto de 2015

JESUS NÃO ME CONDENOU POR SER GAY

Eu passei quase metade de minha vida dentro de igrejas evangélicas. Tive muito pouco contato com a igreja católica. Sempre ouvi pastores pregando contra a homosexualidade. Sempre soube que era gay, desde criança. Escondia isso de minha família, e logo que entrei para a igreja, também escondia dela. Não por medo, mas por querer continuar ministrando nos cultos, adorava a manifestação de poder que o Espírito Santo fazia fluir através de mim, achava que era ali que tinha que usar os meus dons. Dons de cura, visão e de operação de milagres se manisfestaram em mim, assim que comecei a frequentar os cultos na Igreja Assembléia de Deus.

Eles não conseguiam entender, como um jovem, todo cheio de trejeitos, completamente efeminado, com roupas femininas, voz de menina e cabelos compridos, podia ser canal para um poder tão grandioso e divino, quanto, o quê se manisfestava quando eu ministrava nos cultos. Todos ficavam boquiabertos com os milagres que Deus realizava em minhas pregações. Sempre gostei do poder de Deus, e por isso, eu me anulava diante da igreja. Achava que seria necessário ficar calado diante de todas as pregações e afirmações de que todo gay vai pro inferno, que são sodomitas e libidinosos.
Eu continuava ouvindo tudo o que eles falavam, sem se sequer, me pronunciar. Eu não conseguia imaginar-me fora da igreja, gostava de toda aquela manifestação de poder divino que fluía de mim.

 Nunca me senti pecador por desejar homens. Nunca me senti sujo por me deitar com eles. Como então, eu deveria pedir perdão a Deus, se em mim, não havia condenação alguma pelos meus atos? Já que o pecado, é intrínseco ao homem, e não somente uma lei que governa seu corpo. Desde o jardim do Éden, após comer o fruto do "conhecimento do bem e do mal", o homem passou a ser como Deus: Conhecedor do Bem e do Mal. Por isso, Deus o expulsou para que não tomasse do fruto da árvore da vida, e  tornar-se Deus, vivendo eternamente.

Eu tinha plena consciência de todas essas verdades, então, aquelas palavras de condenação sobre a homosexualidade não me afetavam. O que me afetava era a insistência deles em casar-me,  isso sim, me assustava e muito. Eu sabia do eu gostava, não era do fruto da árvore, mas sim da serpente que o mostrara. Até que um dia, meses antes de eu sair definitivamente dos caminhos evangélicos, na cidade de Linhares no Espírito Santo, não o de Deus, mas o estado, eu tive uma visão, onde Jesus apareceu diante de mim, e disse-me: -Não tenha medo pequenino! Não vou lhe fazer mal. Eu sou Jesus. -Meus joelhos tremiam. Meus queixos batiam-se um no outro. Minha voz desapareceu completamente.

-Firme seus pés na terra! Assim seus joelhos pararão de tremer. -Fiz exatamente como Ele havia dito, e meus joelhos realmente pararam de tremer.

-O que o Senhor quer de mim? -Perguntei-lhe com a voz completamente sem volume e engasgada. Meu corpo ainda não havia recuperado as forças totalmente.

-Quero que faça uma coisa para mim!

-Fale meu Senhor, eu estou lhe ouvindo.

-Quero que revele minha vontade a todos os espíritos.

-Mas eu sou gay. Sou pecador. Segundo tua palavra, eu vou pro inferno.

-Minha palavra é esta: O sol e a lua resplandecerão no mesmo céu. O dia e a noite serão um só. O mal e o bem andarão juntos. A serpente e o cordeiro caminharão pelo mesmo caminho.

-E quanto ao meu pecado?

-Em mim não há condenação alguma. -Eu vi isso a olho nu. Não estava dormindo nem deitada. Estava andando na rua da cidade. Esse é o Jesus que eu conheço!

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