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YAMÊ ARAM

terça-feira, 7 de julho de 2015

SENTADA NO PAU DO TIPITI

Aquelezinho e Aquelazinha, o pau do tipiti é forte! Aguenta pelo menos umas seis pessoas sentadas nele. O tamanho também é de colocar inveja em qualquer pau. Deve ter uns cinco metros de comprimento. E não pode ser qualquer tipo de pau, se não o bicho quebra. Tem que ser pau-de-âmago, aquele duro que nem ferro.

Lembro-me que quando sentei no pau do tipiti pela primeira vez, doeu demais dentro de mim. Não foi nada agradável. Eu ainda estava toda dolorida de tanto levar mandioca nas costas. 

Meu avô, o perverso, fazia questão que o meu paneiro fosse tão cheio de mandioca como os dos outros homens. Minha sorte, é que mesmo no mais profundo de uma mata, como era aquele lugar onde ficava o roçado do meu avô, a gente sempre encontra um caboclo gentil, e humano, que tem dó de pessoas como eu, e acabava ao longo do caminho, diminuindo o peso do meu paneiro, isso, escondido do meu algoz amazonense.

Vixe Maria, era triste quando chegava a época de arrancar mandioca brava pra fazer farinha. A única coisa boa, era o pessoal que vinha de toda parte para ajudar no puxirum. Nossa Senhora, tinha gente que remava umas três horas pra chegar até nossa casa, e depois ainda iriam remar mais umas três pra chegar na Cabeceira Grande, e caminhar mais uns cinco quilômetro até chegar no roçado. 

Era até divertido quando todo mundo começava a chegar no porto de casa, ou então, quando um casco, ou uma canoa, virava a enseada do seu Izaías, e povo começava tentar adivinhar quem estava chegando, na grande maioria das vezes, eles acertavam quem era.

Os Caiazada eram os primeiros a chegar. Depois vinham os Jabutizada, que sempre chegavam em segundo lugar. Mas também, a casa deles era mais longe. Os caboclos são tão barulhentos e divertidos, que eu até me alegrava um pouco, e caia na gargalhada com o povo. Aquilo...Eles iam contando caso, e a gente ia rindo até a barriga doer!


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