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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O TUCUJAZEIRO

       Só tinha uma única árvore dele em toda aquela região do Paraná do Moura. Ficava no segundo campo da fazenda. Era uma caminhada de uns sete quilômetros. Como não tinha porteira, passávamos por entre os arames. As vezes ficava uns lapos pelas costas. Pedaço de pele pendurado nos ganchos das cercas de arames que dividiam os campos de canto a canto. Mas no meio da mata, esses são os ferimentos que a gente não reclama. Ruim mesmo, é quando você tá cortando lenha, e a força é maior do que devia, e o terçado atravessa o pau, e abre uma brecha na canela, quando pouco. Agora como desgraça pouca é pobreza...A lâmina do bicho, só acerta a rótula do joelho!

       Estávamos num período de escassez de peixe. Nessa época Benben já trabalhava com a gente. Ele era um excelente pescador, com arco e flecha então,  ele não errava uma. Só dava pra vê a flecha rodopiando n'água, ele encostava o casco perto dela, e arrancava o peixe da ponta flecha no banco da frente do casco. Era grotesca a cena, o barulho que a flecha fazia quando era arrancada com um puxão dos braços fortes daquele caboclo.

       Mas voltando à realidade, já tinha dias que não pegava um peixe em doze malhadeiras colocadas cada dia mais longe, no fundo das cabeceiras, depois das moitas enormes de capim tiririca. A gente usava camisa manga comprida, calça comprida pra dentro da bota que ia acima da panturrilha, chapéu de palha daqueles redondos, bem grande, aba grossa, mas mesmo assim, a gente voltava todo cortado. E o corte da peste arde demais, parece até pimenta malagueta no olho! E não trazia nenhum peixe, acredita?

       Ai o Neto, filho da Dona Jovem, esposa do Seu Antônio, minha professora na Escola Quinze de Novembro, que ficava na frente da nossa casa, do outro lado do rio, uns três quilômetros de distância, perto em relação à casa dos outros alunos. Tinha uns que acordavam quatro horas da manhã pra chegar sete horas pra aula. Nó...Os curumins remavam demais, iam topando outros pelo caminho, e começavam a  remar mais rápido, apostando casco a casco, pois lá, só quem tinha uma canoona era a família da Dona Ana Caiá...Mas como eu ia dizendo mesmo, o curumim...O Neto, teve uma ideia!

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