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YAMÊ ARAM

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O TRAPIXO

            Vou contar a história do porto de Parintins em minha vida.  Nessa época, ele era uma Estrutura enorme que boiava sobre as águas fortes e destruidoras, por causa da força de sua correnteza, do Rio Amazonas.  Ele tinha a forma de um T gigante. Era lindo ver a força d'água levando tudo que sua força podia arrancar. Árvores grandiosas passavam com suas raízes inteirinhas, como se nunca tivessem sido plantadas, boiando com a força daquela água barrenta que corre naquele rio. Moitas de capim canarana do tamanho de avenidas  passarem numa velocidade, que você tem que olhar rápido pra admirar.

             Pedaços de aningal tão grandes, que mais pareciam lhas te terra flutuando, com tantas aningas, umas espécie de  vegetação típica da várzea. Mas tem anhinga também na terra firme. Pois onde tem um anhingal, tem anhiga. O pessoal lá no interior do Amazonas, faz boia dela pra malhadeira de naylon. Fica botinho n'água preta espelhada, logo no finalzinho da tarde, aquele monte de boia de anhinga boiando n'água.

             Mas na correnteza as vezes, canoas, cascos, até barco em já vi passar boiando, e o pessoal tê que ir pegar, e esperar o dono aparecer pra vir buscar. Uma vez, passaram trinta bois, mortos e já em estado de decomposição, de uma fazenda que ficava no Paraná do Limão, há alguns quilômetros do Trapixo de Parintins. Tudo a força da correnteza leva. Tudo ela arranca. A beirada dos rios é toda destruída pela erosão causada pela água que corre no Ria Amazonas.

              Eu adorava ir no final da tarde ver o pôr do sol lá do Trapixo. De lá dá pra vê o sol se ponto no meio do Rio Amazonas. O céu ficava vermelho, roxo, laranjado e amarelo. Um espetáculo magnífico pra quem sabe apreciar a natureza dá seu show de beleza e grandiosidade. Eu ficava ali até o sol de pôr. depois eu ia tomar cerveja num bar que ficava debaixo de uma mangueira enorme, logo do lado do Trapixo.

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