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YAMÊ ARAM

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O REINO DAS MENINAS IV

         Passei a noite inteira acordada, esperando que o galo cantasse no quintal me avisando que já eram cinco horas.

                                                   AS DOZE MULHERES


         Conheci em minha caminhada pelo mundo, uma mãe chamada Márcia. Não parecia em nada com as feiticeiras e encantadoras que tinha conhecido no interior do Amazonas. Ela era diferente. Muito mais refinada. Tinha uma fé divina de se ver.  E foi ela quem me apresentou as meninas.

          Eu estava num daqueles momentos que Deus acabou de te tirar de um lugar e quer o num outro completamente diferente de tudo que você conhece.

          Márcia era de uma espiritualidade tão evoluída, que nem mesmo o Neguinho podia com ela. -Quando ela fica enfezada meu filho, chapéu! -É assim que se diz em Parintins quando o negócio fedeu de vez! Tia Joca dizia muito isso!

           Eu tava deitada num colchão maravilhoso e confortável.  Havia uma fogão a lenha improvisado que mantinha o quarto inteiro quetinho. Havia comprado na noite anterior, três litros de vinho e quatro litrões de cerveja. Tinha também muita carne no congelador pra assar.  Mas ainda era cedo, e desfrutava na cama que a Márcia tinha me dado pra dormir.

           De repente eu olhei pra cima, no início do caminho, antes de uma pedra enorme que tem na frente da casa, e vi elas descendo. Todas eram lindas!  Uma mais bonita que a outra. Sorridentes. Alegres. Barulhentas. Igualzinho a Carmem. Uma mulher linda que conheci no Paraná do Moura, que fazia o melhor pé-de-moleque de mandioca braba que eu já comi em toda minha vida no Amazonas.

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