BOAS VINDAS!

Obrigada por visitar meu blog! Espero que tenha gostado! Dúvidas e comentários serão respondidos com atenção. Para ler todos os posts de uma história, é só clicar nos marcadores!



YAMÊ ARAM

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

COSTUMES DE CABOCLO

       Esses dias conversando com um amigo sobre os costumes caboclos do povo amazonense, ele assustou-se com a quantidade de coisas que comemos com café. Quase tudo que se conhece a gente come tomando café. É farinha de mandioca com café quando não tem dinheiro pra comprar pão, isso, quando na cidade, pois no interior, todos tem beijus de vários tipo pra tomar com café, mas, pra quem mora na cidade, as coisas não são muito fácil. Então, vai a farinha mesmo! É bom daquelas do pago grande, ou como se diz por lá, farinha grossa. Eu me lembro  que quando eu era pequeno, tínhamos alguns vizinhos com condições financeira não muito boa, que no café da manhã comiam farinha no café. O sabor não é muito agradável, mas, quando é a boca do estômago que está falando, seu menino, a gente não costuma sentir muito o gosto da coisa, a vontade é de encher o bucho e matar a fome!

        Eu gostava de comer farinha de tapioca com café. Ai já é outra conversa, aquelazinha! O troço é bom demais! Basta colocar umas duas mão cheia de farinha de tapioca num copo cheio de café, dar uma mexidas com a colher, e mandar pra dentro. Ela fica parecendo que você colocou leite em pó no café. E depois de uns minutos, os pagos amolecem com o calor do café e ficam gostosos de morder. Eu adorava comer farinha de tapioca com cafe, e só não comia mais, porque minha mãe ficava de olho em mim, se não, depois eu não comia mais nada além disso.

         Lá também a gente come piquiá, o que aqui em minas se conhece como piqui, também com farinha e café. A única diferença entre o piqui e o piquiá, é o tamanho da árvore, aqui ela chega até uns doze metro de altura, mas a árvore do piquiá amazonense, chega medir mais de cinquenta metro de altura. Tem uns piquiazeiros que são tão frondosos que chegam a ser maior do que uma castanheira do Pará. Aquilo quando dá fruta e elas começam a cair, chega a forrar o chão de tanta fruta. Aí, é a hora que a mamãe gostava. Ela ia juntar aquele monte de piquiá pra cozer com água e sal, depois de cozidos, ela tirava a casca de todos eles, sentava na mesa, fazia umas duas garrafas cheias de café, uma cuia cheia de farinha de mandioca, pegava uma colher e começava a raspar a carne do piquiá, colocava na boca, dava uma colherada na farinha e uma golada no café e engolia. A velha chegava até suar de tanto que ela gostava de comer piquiá com farinha e cafe´.


Google+ Badge

Google+ Followers

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Seguidores

Follow by Email

Google+ Followers