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YAMÊ ARAM

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

BEIJU DE TAPIOCA


Sábado, dia oito de novembro, meu amigo que mora em Divinópolis, me recebeu em sua casa para passar uns dias em sua magnífica companhia. Ele adora cozinhar, eu, detesto. Seus temperos são todos comprados na Europa. Então, vocês podem imaginar o quanto ele cozinha bem. Ao contrário de sua amiga, que é um desastre total no quesito cozinhar.

Mas, nesse sábado ele me surpreendeu. Mostrou um pacote de tapioca que havia comprado no super mercado aqui da cidade, como ele não está mais comendo glúten, também quer que eu pare, o que não é muito fácil pois adoro pão francês. Aí, foi quando ele me disse que tapioca não contém glúten. Fiquei espantada com seu conhecimento sobre essa matéria prima da mandioca braba.

Então, eu lhe disse que no Amazonas eu comia muito beiju de tapioca que a mamãe fazia pra gente tomar no café da manhã no lugar do famoso pão massa grossa. 

-Beiju de tapioca com café? Eu imaginei que a gente só comesse com cocô, ou então, com leite moça! Deve ser horrível do jeito que a senhora está falando que se come a tapioca no Amazonas. 

-Claro que não, é uma delícia. Com cocô, é o que nós chamamos lá de tapioquinha, com leite moça, eu não conhecia. Mas, eu sempre comi beiju de tapioca com café. Minha mãe fazia cada beiju enorme e grosso que um só já enchia o bucho da gente. Não gosto muito de açúcar na tapioca, acho que fica mais gostosa com sal.

-Com sal? Deve ser horrível, tapioca só combina com açúcar!

-Nossa, horrível é com açúcar, o beiju de tapioca temperado só com sal e um café bem quentinho, é simplesmente perfeito! Ah, ia esquecendo, é bom passar manteiga caseira de leite de gado branco nele quando sai da frigideira.

-Ah, mas eu vou ter que conferir essa sua informação, Dona Yamê Aram, quero constatar se a senhora está falando a verdade. Irei fazer agora um beiju de tapioca com sal, passar manteiga e um café para vê a senhora deliciando-se com essa gororoba que diz comer-se no Amazonas! -Gente, o que meu amigo não sabia, era que ele estava proporcionando-me uma maravilhosa lembrança que eu trago em minha memória do tempo que morei no interior do meu Estado.






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