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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O REINO DAS MENINAS


            Desde desde criança, eu sempre tive muita vontade de conhecer as verdades escondidas em todas as religiões. Sempre as vi, mesmo as que estavam dentro de todos os dogmas bem formulados. Minha mãe sempre me levava para a igreja com ela, nos cultos de sua religião. Ela era da igreja Assembléia de Deus, e frequentava todos os cultos, que eram; segunda, culto de doutrina, quarta, culto de louvor, sexta, culto de oração, domingo pela manhã, escola dominical e domingo à noite, culto de louvor. Mas, o qual eu mais gostava, era o culto de domingo à noite, sempre vinha um pregador de fora, que as vezes trazia uma palavra interessante. Não era sempre, mas sempre tinha um que conseguia chamar minha atenção, o resto, eram só palavras vazias e decoradas pelo tempo de igreja.

             As vezes meu tédio era tanto nos cultos, que quando tocava um louvor mais animado eu começava a dançar no meio da igreja. Todos os membros da congregação achavam aquilo uma atitude demoníaca. "Que menino é esse que está profanando a casa de Deus!", era esse o pensamento deles. Eu sabia o que eles achavam, mas não me incomodava o que eles pensavam. Minha mãe, tadinha, só faltava morrer de vergonha e raiva quando eu começava dançar no meio do louvor, e ainda fazia coreografia. O pastor dava cada olhada pra mim, que se tivesse veneno em seus olhos, eu cairia duro no chão ali mesmo. Mas, tudo eu queria era me divertir, e também, muitas vezes, nada do era pregado no púlpito, significava alguma  coisa para uma criança curiosa como eu.

             E para piorar a situação de todos, tinha um menino, da mesma idade que eu, que era um capeta na minha vida, ou eu era na dela, sei lá...Mas, sei que eramos inimigos. A gente não podia se encontrar que o pau comia. E era briga de arrancar sangue. Parecíamos cão e gato, ou melhor, cão e onça! Quando a gente se atracava,  era preciso uns três homens pra separar. O engraçado, é que nossas mães eram amigas, e estavam sempre visitando uma a outra, o que significava, que nós tínhamos muita oportunidade para resolver nossas diferenças. Não adiantava nossas mães nos baterem, puxar nossas orelhas até estralarem, dá tapões no pé do ouvido, nos colocar de castigo, não tinha jeito, era só nos vermos que o couro comia solto. Tadinha, minha mãe chegava chorar, tamanha era sua decepção comigo, já a mãe dele, só clamava pelo sangue de Jesus Cristo o tempo todo. Mas nada adiantava, estávamos destinados a brigar o tempo todo.


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