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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O REINO DAS MENINAS III


           Um dia, nossas mães já morrendo de vergonha que nós as fazíamos passar, elas resolveram que culto nas casas de cada uma era melhor, e talvez, a gente brigasse menos ou virássemos amigos. Então, ficou resolvido que o primeiro culto seria na nossa casa.

           Nós morávamos numa fazenda, na realidade, um arás, com um quintal enorme, um curral de gado do lado direito, e uns quatro campos de uns cinco quilômetros cada um. Aquilo pra mim, era um mundo gigantesco e inexplorado. Eu adorava aquele lugar. As vezes eu ficava imaginando que o fim do céu escondia-se por trás da floresta que estava no final do quinto campo, e eu corria à toda velocidade, atravessava todos os campo, mas sempre que chegava perto da floresta, meu irmão gritava atrás de mim "Mano, a mamãe disse que se tu não voltar pra casa agora, tu vai levar uma surra com galho de cuieira assado, que ela acabou te tirar do fogo assando peixe, agorinha mesmo!".

           E lá voltava eu decepcionado por não ter chegado até o fim do céu. Aquilo era muito frustante para mim, meu fascínio por chegar no fim do céu era maior que qualquer desejo do meu coração, infelizmente, minha mãe e meu irmão, gostavam de impedir minhas descobertas.

           Durante à noite, quando minha mãe ia pra igreja, e não levava-me pois estava a ameaçada de ser disciplinada por causa das minhas brigas com meu arque-inimigo, o menino chato que chamava-se Luan, cuja mãe também estava sob ameaças de disciplina, eu saia escondido da babá que ficava comigo e meu irmão, o estraga prazeres, e sentava-me na beirada da cerca, e olhava de longe o grande segredo que escondia-se por trás da floresta.

           Ficava ali horas na beirada do campo. A babá, adorava televisão e não dava falta nem dela, que dirá de  nós,  e meu irmão apagava cedo, então, eu aproveitava para apreciar a que seria a maior de todas as minhas aventuras vivida naquela fazenda.

           O céu estrelado  findava, passando por cima da floresta que ficava no final do campo. Meu coração palpitava de ansiedade enquanto imaginava o fim do céu. Seria lá que as estrelas se escondiam? Ficavam todas amontoadas, esperando a noite chegar  para começarem a voar pelo firmamento, enfeitando-o como um tapete brilhante? Eram muitas as perguntas que ecoavam em minha mente, que chegava esquecer que estava somente sentada na cerca de casa, à beira do campo coberto por capim branqueara.

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