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YAMÊ ARAM

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O CAVALO BRANCO V


            Quando chegamos próximos às estrelas do leste, Áirôis disse-me. -Segure firme minha mão, Yamê, a partir de agora nossa viagem se intensificará. Se soltar minha mão, se perderá no universo. -Sua voz estava um pouco trêmula e dava pra sentir um certo temor nela. Apertei com toda a força sua mão. Não queria ficar vagando pelo universo sem rumo e sem direção. Queria sim, era cumprir com a tarefa que estava sendo me dada. Sabia que não seria fácil, ou talvez, até fosse. Já tinha enfrentado a morte e espíritos mortais algumas vezes, e havia vencido, mas, sempre que uma nova batalha chegava até meus olhos, coisas novas revelavam-se tornando uma experiência inútil para outra.

             -Estás pronta, pequenina?

             -Sim Áirôis, estou.

              Raios de luzes, prateados, formaram-se em volta de nós formando um espiral poderoso. Então, viajamos à uma velocidade bilhões de vezes maior que a da luz. Não sentia meu corpo nem mesmo a mão de Áirôis, mas podia sentir que ainda estávamos juntos naquela viagem que de longe estava sendo a mais interessante de todas que já eu já tinha feito. Meus pensamentos acompanhavam-me e misturavam-se um ao outro como se fossem um só. Uma plenitude divina crescia dentro do meu coração. Repentinamente, o espiral formado pelos raios de luzes foi se desfazendo, e aos poucos minha visão foi voltando bem lentamente.

              Quando minha visão estava completamente refeita e estabilizada, fiquei estarrecida com o que meus olhos estavam contemplando. Estávamos flutuando sobre um planeta completamente negro, e não era só o planeta que era negro, o universo dele também não continha nenhuma estrela que não estivesse morta e sem luz. Meu corpo estremeceu mais uma vez. Então, olhei para Áirôis e disse-lhe quase chorando. -Que mundo é esse Áirôis? Porque tudo está destruído e negro? -Áirôis olhou-me com tristeza, e com um choro engasgado e sua voz disse-me.

               -Este é um mundo destruído, dentro de um universo já morto, Yamê. Mas, não pense que não há vida aqui, só não se assemelha com aquela do seu mundo. Estamos em outro universo, um que um dia já foi como o seu. Mas, essa é uma conversa para outro dia. Agora, tenho que lhe deixar no solo morto deste planeta à nossa frente.

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