BOAS VINDAS!

Obrigada por visitar meu blog! Espero que tenha gostado! Dúvidas e comentários serão respondidos com atenção. Para ler todos os posts de uma história, é só clicar nos marcadores!



YAMÊ ARAM

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O CAVALO BRANCO IV


      -Não poderei dizer-lhe nada quando chegarmos lá.  Mal poderei deixá-la no solo, e já terei que voltar.  Minha ordem é somente para levá-la até aquele lugar de escuridão e loucura. Gostaria muito de acompanhá-la nesta viagem e poder vê-la lutando. Dizem que és inigualável em batalha, e que muitos espíritos chegam a fugir de seus postos para poder contemplar uma batalha travada por ti. Mas, infelizmente, não sou um espírito autorizado a ver uma batalha, principalmente, sanguinária, como esta será! Desde que houve a vingança de Davi, eu estou proibido de ver uma luta. -Seus olhos continham uma tristeza profunda enquanto falava-me.

Eu entendia muito bem o quê ele estava falando. Sabia que Ele não era um espírito qualquer, vagando entre o dia e a noite. Pois é assim que eles vivem, sem saber quando amanheceu ou quando vai anoitecer, mas ele era diferente. Era um espírito sábio. Tinha consciência da sua e da minha realidade espiritual.

      -Não se preocupe! Você não está me trazendo nenhum sofrimento nem muito menos alegria. Somente deixe-me onde devo ir e diga-me o que devo fazer. Mas, se possível, diga-me seu nome, amigo! -Disse-lhe olhando para o leste, o lugar para onde deveríamos ir. Ele também olhou para o leste. Apertou forte minha mão direita. E sussurrou lentamente, como se sua voz soasse dentro do próprio vento gélido que varria a noite com delicadeza naquele dia. -Áirôis! Este é meu nome, Yamê Aram. -Meu corpo estremeceu ao som de seu nome. Eu sabia o quê o nome Dele significava.

-Eu aceito sua proposta de viagem, Áirôis! -Nunca que um espírito como o meu, que aprendeu a voar cedo, iria perder um voou à essa altura! Eu tinha a Águia capaz de me fazer voar nessa eternidade. Ela é enorme. Tão grande, que abraço de mãe nenhuma pode ser mais forte e mais amável, ou mais seguro que as asas da Águia que eu vi descer, e me pegar para voar muito alto, tão alto que nenhuma imaginação humana pode alcançar. Nem mesmo o pastor-sábio, que eu pensava poder me ajudar, conseguiu entender a altura do voou dessa Águia.

     -Muito obrigada por dizer-me seu nome, Áirôis! Assim, sinto-me mais íntima de você para viajarmos juntos. Nem que seja para deixar-me onde dizes que só há escuridão e loucura. Você sabe que jamais eu rejeitaria uma viagem como esta, não sabe? -Ele então flutuou novamente para o leste levando-me consigo. Segurando-me pela mão direita. Flutuamos acima das nuvens. Tudo ficou frio. Mas eu não tive medo. Segurei firme em sua mão. Eu simplesmente deslumbrava-me com toda a beleza daquela noite. Meu coração batia acelerado de emoção e ansiedade. Sempre gostei desse tipo de viagem. Adorava quando isso acontecia! Era quando sentia-me eu mesma. Era como se eu estivesse voltando para um lugar que sempre conheci. Minha família de sangue não era minha casa.  Minha família nunca foi o meu lar. Minha casa só aparecia pra mim, quando eu dormia, ou quando eu andava pelo caminho do meio-dia, meia-noite, ou seis horas da tarde. Se bem que tem caminhos que vocês não conhecem, e jamais conhecerão.

Eu tentava me enquadrar na sociedade que todas as famílias que compõem o meu nome e  sobre-nome, tentavam mostrar, mas eu sempre fui um ser humano anormal. Nunca consegui me enquadrar, ou mesmo fazer parte de alguma família. Mas, as vezes não tem jeito! Espíritos poderosos e grandiosos daquela e outras região espirituais, vêm até mim por vontade própria. Eu não peço nem invoco. Simplesmente, eu os recebo, na realidade, não os recebo, simplesmente sei que tenho que ouvi-los. E, os ouço falando o quê suas bocas santas falam. Mas o mais difícil é fazer com que todos entendam o que é o livre-arbítrio. Mesmo assim, não tenho medo de travar uma batalha, épica que seja! Muitos espíritos tentaram por muitas vezes me dobrar na base do poder. Só  que eu nunca tive medo de espírito algum, então, a luta estava travada, e o pau comia. Muitos me chamavam de tola por eu as vezes lutar até com principados. Mas a verdade, enquanto espírito, você é um como qualquer um.

Google+ Badge

Google+ Followers

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

Seguidores

Follow by Email

Google+ Followers