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YAMÊ ARAM

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

SEU LAURITO BARROS


        Seu Laurito, é o único homem pelo qual eu já chorei, não por tristeza ou decepção, mas de saudade. Eu adorava ficar observando-o sentado na calçada da Baixa de São José. Sempre com o pensamento longe.  Olhar tão distante, que eu mesma me pegava viajando em minha imaginação, tentando pelo menos um vislumbre do lugar onde sua mente pudesse está. Parecia que as vezes, ele preferia ficar calado, do que falar. Sempre foi um grande homem. Um pai maravilhoso. Mas, para mim, o melhor avô que um neta complicada e inconsequente pode ter.

         Seu Lauritto sempre é amoroso comigo, já viajei com ele pro interior algumas vezes, e o que mais ele gostava, era de vê a gente pegando fogo dentro barco. Ele adora uma bagunça, esses dias me contou que construiu um barracão de forró atrás de casa. Mandou colocar um som, e pau come por lá. Imagino, ele adora uma farra. É até difícil controla-lo. Amo esse velho, que sempre terá uma novo e eterno lugar no meu coração.

         Um dia desse, eu o vi pela webcam, achei que seria fácil, vê, depois de quase dezessete anos o homem mais importante pra mim, enganei-me feio, foi só olhar os poucos cabelos que lhe restam na cabeça, todos branquinhos, que já desabei no choro. "Não chora meu amor! Vovô te ama. Volta pra casa, meu amor! Tu sabe que minha casa é tua também. Volta que o vovô tá com saudade!". Essas foram suas palavras, as mais importantes que meu ouvido já teve oportunidade de captar. As que mais mexeram comigo. As que mais me fizeram feliz.

         Seu Laurito, sempre me ensinou sem palavras o significado de ser vencedor na vida. Sempre me ensinou, que ficar calado diante das adversidades é a melhor forma de se vencer. Nunca o vi reclamar de nada, mesmo quando era machucado, decepcionado, ou até mesmo passado pra trás. Eu sempre o observei, aprendi a ser como ele, feliz, alegre, farto, forte, cauteloso, ou as vezes, comprar cordão de ouro se aguentar um saco de farinha sem arrebentar.

         Hoje é o dia dele, do homem que mais amo. O velho que mais admiro. O fazendeiro que mais me inspira. O dono das palavras que penetram meu coração. O homem que fala comigo com seu silêncio. Aquele que tem um  barracão de forró só dele. Aquele sempre gostou de ouro. O que gosta de farofa de piracuí com camarão. Aquele que sempre será, o meu avô, o único capaz de me fazer chorar com o som de sua voz, com quem ainda dançarei forró no seu barração, com quem ainda comerei piracuí com camarão.

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