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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O HOMEM QUE DESCEU DO CÉU


        Numa manhã, eu acordei cedo, como sempre fazia, acordava e deitava numa rede de macaco, que tinha ganhado de minha mãe biológica. A rede era realmente pequena e ficava atada no canto do nosso quarto, do lado de uma janela enorme que dava vista para uma azeitoneira preta, que aqui em Minas Gerais se conhece como jamelão.

         Eu saía da cama e ia direto pra minha rede de macaco, esperar minha mãe sair do banho, para vê-la trocar de roupar e ficar conversando com ela. Minha mãe, é muito sensual, e eu adorava vê-la vestindo-se, parecia um balé de tão perfeito que eram seus movimentos, aquilo me encantava, enquanto balançava-me na rede de macaco, com as pernas penduradas e movimento-as para trás e para frente.

         Nesse dia, minha mãe iria começar a trabalhar em um novo emprego, junto com a minha vó-mãe, que tinha um restaurante, não muito longe de casa, e por minha mãe biológica cozinhar muito bem, minha vó-mãe a havia chamado para trabalhar com ela. Estávamos falando sobre isso, quando de repente, uma mão enorme desceu do céu, pegou-me pelo meio do corpo, me virou na rede, botando-me de frente para a janela enorme que dava vista para a azeitoneira preta. Nesse momento, eu já não ouvia mais a voz de minha mãe biológica.

         Olhei então, para o teto de casa, era uma fazenda, e seu telhado era todo de telha de barro,  suas paredes eram de madeira, meu avô havia construído-a, ele era um carpinteiro de mão cheia, fazia milagres com seus formões, talhadeiras, martelos, cerrotes, serras e muitas outras ferramentas que não sei como chamavam-se, e para minha surpresa, o teto de telha de barro havia sumido, somente uma nuvem branca enorme se movia no firmamento.

         Fiquei olhando aquela nuvem branca movimentando-se no céu com muito espanto, eu tinha apenas três anos de idade, e nunca havia visto nada daquele tipo. Não tive medo, somente estava espantada por ser uma coisa completamente fora de tudo o que eu já tinha visto. A nuvem tomava conta de todo o céu que meus olhos podiam contemplar, eram umas sete e meia da manhã, e o sol brilhava magnificamente, enquanto aquela nuvem movia-se de forma diferente no firmamento, que estava azul como anil naquela manhã.

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