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YAMÊ ARAM

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

COMENDO PAPAGAIO IV


          Enquanto meu avô mirava os bichos no galho da mangueira, meu coração batia acelerado. Eu nunca havia ouvido o barulho do tiro de uma espingarda calibre dezesseis, mas sabia que deveria fazer um estrondo medonho. Renoca e eu, ficamos escondidos olhando nosso avô caçar, bem atrás de uma castanheira do Pará enorme que tinha atrás da casa, ela era muito grande, se bem que o mais tinha naquele pomar, eram castanheiras. As bichas tomavam conta de quase todo o quintal que era de cinco quilômetros.

          São árvores gigantescas, com troncos grossos e muito altos, suas copas, as vezes são maiores que um estádio de futebol. Aquilo é perigoso demais, principalmente se tiver perto de casa, suas raízes são superficiais e não tem profundidade, então, quando vem um temporal, forte mesmo, a bicha vira facilmente. Eu morria de medo quando começava a escurecer pra chover, nossa casa era cercada por um muro de umas sete castanheiras do Pará, só que novas, que são mais fracas ainda que as mais velhas, até se a gente soprar elas caem.

          Em dia de temporal, eu ficava tão apavorada, que as vezes até me escondia dentro do barracão de fazer farinha, que tinha algumas castanheiras por perto, mas o vento sempre soprava do leste para o oeste, então, se elas caíssem, não seria em cima dele, agora, se caíssem as que estavam perto de casa, a gente tava todo mundo fodido. Lógico, que meu avô nem sonhava que eu me escondia dos temporais no barracão de fazer farinha, se ele descobrisse, com certeza iria me amarrar no toco de uma castanheira pra passar um temporal daqueles que sai derrubando tudo.

          Mas, com certeza o barulho do tiro de uma espingarda, também assusta muito, e tinha medo pelos bichos, nunca imaginei que eu fosse comer tanto bicho exótico, quantos comi enquanto morei na mata daqueles interiores longínquos. Meu avô apertou o gatilho, e um estrondo terrível, que chegou balançar até as folhas das árvores, estourou do nada. Os bichos se alvoroçaram todos, gritando e voando espantados. Meu coração quase saiu pelo olho, e um outro estrondo aconteceu.
-PUTA MERDA!

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