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YAMÊ ARAM

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

COMENDO PAPAGAIO III


               Meu avô caminhou para os fundos da casa, na realidade uma fazenda, a mangueira que ele iria ficar tocaiando os pássaros, ficava a mais ou menos um quilômetro da casa, na beirada de uma cabeceira que passava por trás de casa. Era uma cabeceira enorme, que passava pelo meio  do campo e adentrava a mata, eu e o Renoca tentamos  por várias vezes irmos até o fim dela, mas nunca conseguimos saber onde era, ela sumia pro meio da mata, que chegava mais parecer um riacho.

                Quando meu avô chegou debaixo da mangueira de manga maçã, eu e o Renoca paramos a uns quinhentos metros dele, eu tinha medo do barulho do tiro da espingarda, era uma calibre dezesseis e fazia um estrondo digno de uma ataque cardíaco. Nunca fui muito chegada a armas, sempre achei muito brutal e me agrediam só de eu olhar pra elas. Mas, meu avô era louco que a gente aprendesse atirar, eu chegava a fazer promessa pra Deus não deixar esse dia chegar. Cagava de medo só de imaginar aquilo estourando perto do meu ouvido.

                Meu avô chegou debaixo da mangueira, parou, ficou olhando pros galhos, que estavam quase quebrando de tão carregados que estavam de mangas maduras, um verdadeiro banquete pros bichos, até mesmo mucura come manga. Ele ficou parado durante um bom tempo, procurando o melhor ângulo, uma manga que talvez os pássaros fossem sentar pra comer, era cauteloso, e não gostava de erros, e só tinha dois cartuchos carregados, eram dois tiro, certeiros e pelos menos dois pássaro abatidos e prontos para serem depenados e comidos.

                Quando deu cinco horas da tarde, o barulho dos bichos vindo na direção da mangueira começou ecoar longe, era fácil de saber quando eles estavam vindo, ninguém ouvia mais nada, e isso, era em todas as fazendas por perto, então, eram milhares de milhões de pássaros gritando, cantando, e fazendo um barulho mil vezes maior que o de uma cachoeira. Uma nuvem de pássaros veio e pousou em todas as mangueiras, mas aqui mais se encheu deles, foi a mangueira de manga maçã, meu avô, encostou o cabo da espingarda no ombro esquerdo e mirou para o galho da árvore.

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